Entraram em vigor novas leis na Bélgica que proíbem os sacrifícios religiosos de animais para consumo.

Ovelha

Entraram em vigor novas leis na Bélgica que proíbem os sacrifícios religiosos de animais para consumo. Desde o início de janeiro que na região da Flandres passou a ser proibido o abate sem atordoamento prévio dos animais. Em setembro, depois da Festa do sacrifício islâmica, passará a ser proibido também na região da Valónia, ficando a faltar apenas Bruxelas onde ainda não estão previstas restrições.

Estas novas leis provocaram a indignação no seio das comunidades judaica e muçulmana, uma vez que interferem com os rituais religiosos, nos quais sacrificam animais para consumo com um golpe na garganta com o animal ainda desperto, sem qualquer choque elétrico ou atordoamento prévio.

"Cortar a garganta de um animal vivo é fazê-lo sofrer. É escandaloso ouvir alguém dizer o contrário. Algumas pessoas querem continuar a viver na Idade Média", afirmou Ann de Greef, diretora da organização de direitos animais GAIA.

As leis da União Europeia obrigam a que os animais para consumo sejam atordoados primeiro, para estarem inconscientes quando são mortos. As diretivas europeias permitem exceções por razões religiosas, sendo assim, em Portugal, as comunidades religiosas podem ter os seus próprios matadouros e seguir os seus costumes.

Atualmente, a Dinamarca, a Suíça e a Nova Zelândia já proíbem este tipo de abate.

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