Passaram quase 200 anos desde que foram vistas pela última vez na Ilha de Santiago por Charles Darwin. Agora as iguanas terrestres vão regressar à ilha.

Iguana

Foram reintroduzidas 1436 iguanas terrestres na Ilha Santiago do arquipélago das Galápagos, quase dois séculos após estes animais terem desaparecido do local.

As iguanas da espécie Conolophus subcristatus foram avistadas pela última vez na Ilha Santiago em 1835, durante a visita que o naturalista britânico Charles Darwin realizou ao nordeste da ilha.

Os animais que foram agora libertados para repovoar o local são procedentes da ilha Seymour Norte. A sua reintrodução faz parte de um projeto de restauração ecológica realizado pelo Parque Nacional Galápagos.

Como explica Jorge Carrión, diretor da instituição, estes répteis ficaram extintos na ilha devido à introdução de espécies invasoras, como o porco selvagem, que foi erradicado de Santiago em 2001.

Segundo Danny Rueda, diretor de ecossistemas do Parque Nacional Galápagos, a partir de 2016 registou-se a crescente perda de vegetação (particularmente catos) em Seymour Norte. O programa de conservação pretende proteger a população de iguanas desta ilha – que tem cerca de 5000 espécimes – face à disponibilidade limitada de alimentos.

“A iguana terrestre é um herbívoro que ajuda os ecossistemas com a dispersão de sementes e a manutenção de espaços abertos sem vegetação”, explicou.

As Ilhas Galápagos, conhecidas pela sua fauna e flora únicas no mundo, são administradas pelo Equador e são também Património Natural da Humanidade da UNESCO.
Foto: Murray Foubister/Flickr

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