A partir de um novo estudo tomou-se conhecimento de que a quantidade de partículas de plástico existentes no estuário do rio Douro é superior ao número de larvas de peixes.

Estuário do rio Douro

POR JORGE SÁ | 29 de janeiro de 2019, 21:00

A partir de um estudo do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), divulgado em dezembro último na revista Science of the Total Environment, tomou-se conhecimento de que a quantidade de partículas de plástico existentes no estuário do rio Douro é superior ao número de larvas de peixes naquele ecossistema.

O estudo começou a ser elaborado em 2016 e tinha em vista ficar a saber-se qual o rácio entre as larvas de peixes e os microplásticos (partículas com menos de cinco milímetros decorrentes da fragmentação de plástico). Existe uma larva para cada 1,5 partículas, refere a investigação.

“Há alguns problemas associados aos microplásticos. Um deles é a ingestão, isto porque as espécies podem confundir estas partículas com alimentos, e outro é a ocupação destes materiais no espaço da coluna de água e a competição entre os animais por espaço e luz”, declara à agência Lusa a investigadora Sandra Ramos.

Fazer o levantamento de eventuais fontes de contaminação e perceber se os peixes estão ou não a ingerir tais partículas: eis os temas do próximo estudo que a equipa de investigadores do CIIMAR levará a cabo.

Foto: Turismo do Porto e Norte de Portugal

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