Já são mais de 9000 as ações judiciais contra a Monsanto por causa dos alegados efeitos cancerígenos do glifosato.

RoundUp

Já são mais de 9000 as ações judiciais contra a Monsanto por causa dos alegados efeitos cancerígenos dos seus herbicidas à base de glifosato.

As ações da Bayer, que comprou a Monsanto por 66 mil milhões de dólares em junho, caíram mais de um terço este ano. A empresa anunciou recentemente que vai cortar 12 mil empregos, cerca de 10% da sua força de trabalho, e que vai vender algumas das suas marcas, deixando de estar presente no negócio da veterinária e abandonando a produção de protetores solares e produtos para os pés.

Em agosto, a Monsanto foi condenada a pagar cerca de 250 milhões de euros ao jardineiro Dewayne Johnson, um doente oncológico em fase terminal, por não ter alertado sobre a perigosidade do seu herbicida RoundUp.

O CEO da empresa alemã, Werner Baumann, acusou o veredicto do tribunal de inconsistência com as conclusões dos reguladores e afirmou que, “se necessário”, a Bayer irá contestar a decisão nos tribunais de recurso da Califórnia, o que levará pelo menos um ano.

Quando inquirido sobre se a Bayer considera recorrer a acordos fora do tribunal, o CEO afirmou que “defenderemos vigorosamente este caso e todos os casos futuros”.

Segundo a Bayer, a procura por glifosato e por sementes que toleram este herbicida não foi afetada pelo veredicto.

Face às controvérsias que rodeiam este produto fitofarmacêutico, incluindo a classificação como “provavelmente cancerígeno” por parte da Agência Internacional para a Investigação do Cancro da OMS em 2015, a Alemanha anunciou que pretende acabar com o uso de herbicidas à base de glifosato durante a atual legislatura e a Bélgica proibiu a venda de Roundup a particulares.

Subscrever a Newsletter

0 comentários. Diz-nos o que pensas

Obrigado pelo comentário! Respeite os outros leitores. Comentários ofensivos ou com linguagem imprópria serão eliminados.