Os Países Baixos vão proibir todas as vendas de marfim em bruto em 2019 para combater o tráfico de espécies selvagens ameaçadas.



O governo holandês anunciou que vai proibir todas as vendas de marfim em bruto em 2019 para combater o tráfico de espécies selvagens ameaçadas.

“A partir de 1 de março de 2019 (…) a venda de marfim em bruto nos Países Baixos deixará de ser possível”, declarou a ministra holandesa da Agricultura, Natureza e Qualidade Alimentar, Carola Schouten. “Esta medida surge porque, quando se trata de marfim em bruto, é muito difícil distinguir o velho do novo.”

O marfim recém-adquirido é frequentemente ‘envelhecido’, através, por exemplo, da utilização de folhas de chá, e vendido no Marktplaats [site holandês de anúncios classificados]”, explicou a Nederlandse Omroep Stichting (NOS), uma rede de rádio e televisão pública da Holanda.

A lei holandesa permitia a venda de marfim em bruto – como defesas de elefante –, desde que este estivesse certificado e tivesse entrado no país entre 1947 e 1990. Os produtos importados antes de 1947 não necessitavam de um certificado.

Com a proibição de todas as vendas de marfim em bruto, “estamos a cortar pela raiz as práticas ilegais”, disse a ministra, que também aproveitou a ocasião para revelar os resultados da “Operação Tucano”, uma operação executada por agentes das alfândegas e da polícia, entre setembro e novembro, que resultou na apreensão de milhares de catos, vários animais exóticos e sete quilos de marfim.

Em julho deste ano, um estudo da Avaaz descobriu marfim ilegal de elefantes recentemente abatidos à venda em 10 países europeus, incluindo Portugal e a Holanda.

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