As Ilhas Galápagos proibiram os fogos de artifício, mesmo antes da passagem de ano, para proteger as espécies únicas do arquipélago.

Iguana

As Ilhas Galápagos proibiram os fogos de artifício para proteger a vida selvagem do arquipélago.

De acordo com a resolução adotada, “ficam proibidos, na província das Galápagos, a importação, comércio, distribuição e uso de fogos de artifício ou produtos pirotécnicos, exceto aqueles que não fazem ruído”.

Milhares de turistas visitam as ilhas – cuja população ronda os 26 mil habitantes – todos os anos, atraídos pela sua biodiversidade e natureza.

A proibição, que entrou imediatamente em vigor, foi anunciada poucos dias antes das celebrações de Ano Novo, altura em que são comuns os espetáculos de fogo de artifício.

Os conservacionistas avisam que os animais sofrem de ansiedade e stress, ficando o seu ritmo cardíaco acelerado, depois de eventos de pirotecnia.

“Ecossistemas tão sensíveis como os das Ilhas Galápagos são afetados (por fogos de artifício), principalmente a sua fauna”, disse o Conselho do Governo local, que também quer evitar a potencial deterioração da qualidade do ar ou a poluição dos seus recursos hídricos.

Os plásticos de uso único já tinham sido proibidos no arquipélago, que é administrado pelo Equador e é Património Natural da Humanidade da UNESCO.

“Este é um presente para o Equador e o para mundo, em nome da conservação”, escreveu a presidente do Conselho de Governo das Galápagos, Lorena Tapia, no Twitter.


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