Um supermercado de Londres tornou-se um dos primeiros do mundo a introduzir, no seu estabelecimento, zonas livres de embalagens de plástico.

Supermercado sem plástico

Um supermercado de Londres tornou-se um dos primeiros do mundo a criar zonas livres de embalagens de plástico no seu estabelecimento.

Durante as últimas 10 semanas, o supermercado Thornton’s Budgens substituiu as embalagens de plástico de mais de 1700 produtos – incluindo vegetais, chocolates, leite, pão, carne, batatas fritas e queijo – por alternativas feitas de papel, vidro, metal e outros materiais mais inovadores.

Nos próximos três anos, a loja espera livrar-se de “virtualmente” todos os outros plásticos.

Em fevereiro, um supermercado holandês tornou-se o primeiro do mundo a inaugurar um corredor sem embalagens de plástico, em resposta à crescente preocupação mundial com os danos causados pelos resíduos plásticos aos ecossistemas marinhos.

Supermercado sem plástico
Foto: Thornton's Budgens

“Esperamos que o que aqui estamos a fazer constitua um desafio para as cadeias de supermercados de maiores dimensões, como a Sainsbury’s, a Tesco e outras”, declarou Andrew Thornton, fundador do Thornton’s Budgens.

“As coisas mudarão muito rapidamente, assim que uma delas disser aos grandes produtores, como a Coca-Cola, a Heinz ou a Unilever: ‘se não deixarem de nos enviar produtos embalados em plástico, não vamos continuar a adquiri-los’.”

Supermercado sem plástico
Para os 300 queijos da loja, foi desenvolvido um novo tipo de invólucro de cera. | Foto: Thornton's Budgens

A acompanhar o processo de transição do supermercado está o grupo A Plastic Planet. Sian Sutherland, cofundadora do grupo, explicou que o processo está a ser facilitado pelos produtores mais abertos à ideia de embalarem os seus produtos sem plástico.

“São as grandes marcas que são como caracóis no seu ritmo de mudança”, acusou. “O Thornton’s Budgens está (…) a mostrar que embalar algo tão fugaz como a comida num material tão duradouro como o plástico é a definição da loucura.”

“Todos os outros supermercados podem observar e aprender com o que estamos a fazer”, disse a ativista. “Convertemos 1700 produtos em apenas 10 semanas, mas esse é apenas o começo.”


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