O Quénia criticou a China por retomar o comércio de chifres de rinoceronte e ossos de tigre.

Rinoceronte

O governo do Quénia criticou a decisão da China de revogar a proibição do comércio de ossos de tigre e chifres de rinoceronte.

O Ministério do Turismo e da Vida Selvagem do país africano defendeu que a medida servirá apenas para tornar os traficantes e os caçadores furtivos mais audaciosos, apesar do número decrescente de rinocerontes no país.

“A posição do Quénia é de que o comércio de chifres de rinoceronte não deveria ser legalizado”, afirmou o ministério, num comunicado. “O comércio ilegal de chifres de rinoceronte atingiu os seus níveis mais elevados desde (…) os anos 90. No ano passado, 2000 chifres de rinoceronte africanos entraram no comércio ilegal, de acordo com o grupo de conservação TRAFFIC.”

O comunicado do ministério também acusou a China de propagar a falsa crença de que os chifres têm propriedades medicinais, algo que não foi provado cientificamente.

“Permitir que os chifres de rinoceronte sejam comercializados como medicamentos é desonesto e transmite mensagens contraditórias ao mercado, numa altura em que só uma mensagem clara precisa de ser comunicada aos milhares de milhões de potenciais clientes”, disse o ministério.

A China anunciou, no dia 29 de outubro, que iria retomar o comércio de produtos feitos à base de partes de tigres e de rinocerontes para fins medicinais e de investigação.

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