O Peru vai proibir os sacos de plástico, as palhinhas e as embalagens de esferovite (isopor) no setor público.

Saco no mar

O Governo peruano publicou um decreto supremo que reduz o consumo de plástico de uso único e promove o uso responsável deste material no setor público.

No prazo de 30 dias úteis, ficará proibida a aquisição e uso de sacos de plástico, embalagens para alimentos ou bebidas de esferovite (isopor no Brasil) e palhinhas de plástico nas Áreas Nacionais Protegidas, nas áreas declaradas Património Cultural ou Natural e nos museus.

Ao fim de 180 dias úteis, a proibição aplicar-se-á a todas as entidades públicas.

“Estamos absolutamente conscientes da importância de trabalharmos para sermos um país onde as questões ambientais estão presentes em todas as nossas decisões”, disse a ministra peruana do Ambiente, Fabiola Muñoz, durante uma conferência de imprensa.

Estima-se que os oceanos recebam pelo menos oito milhões de toneladas de plástico todos os anos – o equivalente a um camião cheio de lixo por minuto. A poluição por plástico afeta milhares de espécies e já custou a vida a inúmeras baleias, tartarugas, aves e outros animais marinhos e terrestres.



A medida do Governo peruano estabelece que o plástico de uso único deve ser substituído progressivamente por plástico reutilizável, biodegradável ou outros materiais cuja degradação não gere contaminação por microplásticos ou substâncias perigosas.

A aquisição de jornais, revistas ou outros formatos de jornalismo impresso embalados em plástico, assim como o uso de sacos ou embalagens de plástico na divulgação de informação impressa também serão proibidos no sector público.

As exceções à proibição obedecem a razões de higiene ou saúde.

Com este passo, o Peru junta-se a uma lista crescente de países que já adotaram medidas semelhantes, da qual fazem parte a Jamaica, a Índia e o Chile.

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