A Rede das Margaridas da CPLP e a ACTUAR convidaram o UniPlanet a participar na Roda de Conversas “Mulheres e Alimentação: Da Produção ao Consumo”, que vai decorrer 7 de novembro de 2018, na Escola Superior Agrária de Coimbra.

Ancinho

A Rede das Margaridas da CPLP e a ACTUAR convidaram o UniPlanet a participar na Roda de Conversas “Mulheres e Alimentação: Da Produção ao Consumo” para falar sobre a nossa horta coletiva, que vai decorrer amanhã, 7 de novembro de 2018, das 14:30 às 17:30 horas, na Escola Superior Agrária de Coimbra (Auditório H1).

Para quem ainda não sabe, o UniPlanet está a criar uma horta coletiva em Coimbra. Cada participante recebe um talhão gratuito com cerca de 30 metros quadrados, do qual deve cuidar e no qual pode plantar o que quiser, de acordo com os princípios da agricultura biológica. Ao todo, já temos 10 famílias a participar.

Roda de Conversas “Mulheres e Alimentação: Da Produção ao Consumo”

“No contexto do Ano Internacional da Mulher Rural, da celebração do Dia Internacional da Mulher Rural (15 de outubro) e na véspera da entrada em vigor da Década das Nações Unidas para a Agricultura Familiar (2019-2028), ainda é uma constante a invisibilidade nos espaços de debate - académicos ou não, de governança e de tomada de decisões - acerca da centralidade do papel das mulheres para a realização do Direito Humano à Alimentação e Nutrição Adequadas (DHANA).

Diante desse cenário, faz-se necessário criar novos espaços de discussão para refletir sobre estratégias de valorização do protagonismo das mulheres, em particular, na área alimentar, da produção ao consumo.

Agentes de desenvolvimento socioeconómico efetivo, as mulheres rurais representam mais de 50% da força de trabalho na agricultura familiar a nível mundial e são, assim, as maiores responsáveis pela chegada do alimento à mesa das pessoas. As produtoras de alimentos carregam consigo saberes tradicionais empíricos de valor inestimável para a sociedade e atuam como promotoras e guardiãs da biodiversidade.

Da perspetiva do consumo, a mulher urbana desempenha uma função social igualmente fundamental, a da produção e reprodução dos meios de vida que é também desvalorizada e muitas vezes não remunerada. Nesse sentido, para além de desempenhar a sua profissão, é-lhe socialmente atribuída a tarefa de cuidar da alimentação da sua família, desde a aquisição à preparação dos alimentos.

Contudo, dadas as discriminações de género e as relações de poder geradas numa construção social baseada no patriarcado e no capitalismo, tanto a mulher rural como a mulher urbana têm dificuldades estruturais no acesso aos seus direitos humanos. Desse modo, paradoxalmente à sua centralidade para a realização do DHANA e para a Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, elas estão mais vulneráveis à pobreza, que por sua vez, é uma condição que alimenta as estruturas de desigualdade vigentes.”


Se estiverem em Coimbra, apareçam!


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