A Galp e a italiana Eni abandonaram o projeto de prospeção de petróleo em Aljezur.

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A Galp e a italiana Eni abandonaram o projeto de prospeção de petróleo em Aljezur uma vez que "as condições existentes tornaram objetivamente impossível prosseguir as atividades de exploração".

"A Galp e a Eni tomaram a decisão de abandonar o projeto de exploração de fronteira na bacia do Alentejo. Apesar de lamentarmos a impossibilidade de avaliar o potencial de recursos 'offshore' [no mar] do país, as condições existentes tornaram objetivamente impossível prosseguir as atividades de exploração", pode ler-se num comunicado divulgado hoje.

A licença para iniciar os trabalhos de prospeção tinha sido concedida ao consórcio Eni (70%) e Galp (30%) pelo Governo em janeiro de 2017 e tinha a validade de dois anos. Previa-se a realização de sondagens no deep offshore da bacia do Alentejo, Furo Santola1x, a cerca de 45 km de Aljezur.

O consórcio pretendia iniciar a pesquisa de petróleo entre setembro e outubro, mas em agosto o Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé deferiu a providência cautelar interposta pela Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) para travar o furo de prospeção de petróleo previsto.


A Direção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) recorreu da decisão judicial; contudo, o processo arrastou-se e seria agora impossível realizar a propeção no prazo previsto, até 15 de janeiro de 2019.

Em dezembro de 2016, o Governo anunciou a rescisão de dois contratos de prospeção de petróleo no Algarve com a Portfuel, do empresário Sousa Cintra (on-shore em Aljezur e Tavira), e com a Repsol-Partex para a Bacia do Alentejo.
A Australis Oil&Gas, empresa de exploração e desenvolvimento de petróleo e gás, tem previstas para este ano e para o próximo a realização de sondagens nas duas áreas concessionadas pelo Governo, na Batalha e Pombal (Bacia Lusitânica). As duas concessões onshore têm a duração de oito anos e foram atribuídas em 2015.

Em maio de 2018, o Governo anunciou a decisão de não atribuir novas licenças de prospeção de petróleo até ao final do seu mandato, em 2019.

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