Os balões que são levados pelo vento até ao mar são responsáveis pela morte de aves marinhas, focas, tartarugas e muitos outros animais.

Ave com balão no bico

São frequentemente oferecidos como brindes publicitários ou usados para “animar” festas, mas a verdade é que o impacto dos balões no ambiente tem pouco de festivo. Quando são levados pelo vento até ao mar, causam a morte de aves marinhas, focas, tartarugas e muitos outros animais.

Embora os seus fabricantes costumem alegar que os balões são inofensivos, já que são feitos de “látex biodegradável”, a verdade é que podem demorar anos a decompor-se no ambiente. Esse tempo é mais do que suficiente para prejudicarem a fauna selvagem, tanto em terra como no mar.

Os balões já mataram golfinhos, baleias, tartarugas, aves marinhas e outros animais”, disse o grupo de conservação marinha Marine Conservation Society. “Os animais ingerem os balões, o que lhes pode obstruir os intestinos, fazendo com que morram de fome. Também podem ficar presos na sua fita. As tartarugas alimentam-se de alforrecas e podem confundir os balões com as suas presas, o que as deixa particularmente vulneráveis.”

Ave morta com fio de um balão
Foto: Terry Thirlaway

“Embora sejam normalmente comercializados como sendo feitos de ‘látex 100% biodegradável’, todos os indícios apontam para que os balões não se decomponham de todo, ou pelo menos durante meses ou anos, nas condições de temperaturas baixas e pobres em oxigénio do mar”, explicou Claire Wallerstein, ativista da organização Rame Peninsula Beach Care.

“Tenho um balão ‘biodegradável’ num frasco aberto com água do mar, no meu jardim, há três anos e não mostra quaisquer sinais de se estar a decompor”, disse a ativista.

“Infelizmente, há cada vez mais lançamentos de balões em homenagens, casamentos, cruzeiros ou lançamentos comerciais”, lamentou Claire, acrescentando que a largada de balões deveria ser classificada como uma forma de poluição.

Cria de foca com fio de balão
Foto: Terry Thirlaway

Uma vez no ar, os balões podem viajar centenas de quilómetros. Nas ilhas britânicas Scilly, por exemplo, foi encontrado um balão com o logo de um banco belga, de nome Belfius, que tinha viajado 800 km a partir da Bélgica.

Claire Wallerstein acredita que é preciso sensibilizar o público para os perigos dos balões tanto para a vida selvagem como para o gado e que as alegações de biodegradabilidade deveriam ser convenientemente explicadas.

Várias cidades e vilas têm vindo a proibir o lançamento de balões. Em maio, algumas cidades norueguesas proibiram a venda de balões de hélio durante as festividades do Dia da Constituição da Noruega.

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