Um novo estudo mostrou que o glifosato é nocivo para as abelhas por destruir a sua flora intestinal.

Abelha

O glifosato, um dos herbicidas mais usados no mundo, danifica as bactérias benéficas nos intestinos das abelhas produtoras de mel, tornando-as mais propensas a infeções mortais, revelou um novo estudo.

Outros estudos já tinham mostrado que os pesticidas neonicotinóides prejudicam as abelhas, cuja polinização é vital para cerca de três quartos das culturas agrícolas. O glifosato, fabricado pela Monsanto, bloqueia a acção de uma enzima encontrada em plantas e bactérias.

Este novo estudo mostrou que o glifosato é nocivo para a flora microbiana das abelhas, reduzindo a sua capacidade imunitária para combater agentes patogénicos. O glifosato pode estar assim a contribuir para o declínio das abelhas, para além de contribuir para a perda do seu habitat.

“Demonstramos que a abundância de espécies microbióticas dominantes no intestino das abelhas é menor nas que são expostas ao glifosato em concentrações documentadas no ambiente”, disse Erik Motta, investigador da Universidade de Austin.

Outro estudo, realizado na China e publicado em julho, mostrou que as larvas das abelhas crescem mais lentamente e morrem com mais frequência, quando expostas ao glifosato.

"O maior impacto do glifosato para as abelhas é a destruição das flores silvestres das quais dependem", disse Matt Sharlow, do grupo de conservação Buglife.

Em março de 2015, a Agência Internacional para a Investigação Contra o Cancro (AIIC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) classificou o glifosato como "cancerígeno provável para o ser humano".

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