O Presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, disse que vai pôr fim à prática de fracturação hidráulica (“fracking”) no país.

Manifestão anti-fracking no México

O Presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, disse, no final de julho, que vai pôr fim à prática de fracturação hidráulica (“fracking”) no país.

Quando questionado, durante uma conferência de imprensa, sobre os possíveis riscos do fracking, um método que já começou a ser usado em algumas regiões do norte do México, López Obrador afirmou que “não vamos continuar a utilizar esse método para extrair petróleo”.

O fracking implica a injeção de água com produtos químicos a alta pressão em formações rochosas subterrâneas, para fraturar as rochas e extrair o óleo ou gás aí retidos, existindo o risco de contaminação do solo e da água.

A Aliança Mexicana Contra o Fracking (AMCF) saudou o anúncio de López Obrador. “Desde abril de 2013, a AMCF tem exigido a proibição da fracturação hidráulica, devido aos profundos efeitos associados a essa prática”, explicou a organização num comunicado. “Por isso, reconhecemos uma concordância fundamental entre os nossos objetivos e as recentes declarações de López Obrador.”

São cada vez mais os países a proibir este método de extração de gás e petróleo. Em 2017, a Irlanda proibiu a fracturação hidráulica onshore, juntando-se assim à França, à Alemanha e à Bulgária.
Foto: No Fracking Mx/Twitter

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