Um tribunal de São Francisco, nos EUA, condenou, no dia 10 de agosto, a Monsanto por não ter aviso de perigo no herbicida Roundup.

Glifosato À venda num supermercado

Um tribunal de São Francisco, nos EUA, condenou, no dia 10 de agosto, a Monsanto por não ter um aviso de perigo no herbicida Roundup.
Segundo os jurados, o herbicida Roundup, na versão profissional RangerPro, contribuiu "consideravelmente" para o cancro do jardineiro Dewayne Johnson, de 46 anos.

Dewayne Johnson, cuja doença está em fase terminal, afirmou ter contraído um linfoma não Hodgkin em 2014, depois de ter manuseado este herbicida durante mais de dois anos.
Johnson era o responsável pelo combate de ervas daninhas numa escola em Benicia, na Califórnia.

Desde 2012 que, para combater as ervas daninhas, utilizou o Roundup e posteriormente a versão mais poderosa o RangerPro, que contêm glifosato.
DeWayne ficou com manchas na pele, que lhe apareceram depois de se ter pulverizado a si próprio com o produto, por acidente, em duas ocasiões.
"Se soubesse do perigo, nunca teria pulverizado a RangerPro em escolas", lamentou DeWayne.

Em 2014, foi-lhe diagnosticado o Linfoma não Hodgkin, cancro incurável do sistema linfático, tendo agora apenas dois anos de vida, de acordo com os médicos.

"Fico feliz por estar (…) a ajudar numa causa que é maior do que eu", afirmou depois do veredicto ser anunciado.

A empresa tem agora de indemnizar o jardineiro em 290 milhões de dólares (cerca de 250 milhões de euros).

Em 2015, um estudo da Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC) da Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou o glifosato, o herbicida mais usado em Portugal, como um “carcinogénio provável”.

Dewayne Johnson

2ª Foto: Reuters

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