A controversa caça às baleias-anãs na Islândia chegou ao fim mais cedo este ano.

Baleia

Apesar de a organização IFAW ter anunciado que a controversa caça às baleias-anãs tinha chegado ao fim na Islândia, citando uma queda das receitas que teria levado ao encerramento da indústria local, afinal a caça só foi adiada para o próximo ano.

Foram apenas seis as baleias-anãs (Balaenoptera acutorostrata) capturadas na Islândia em junho, sendo que em julho não houve capturas, apesar de uma quota para a caça de 262 baleias. Este é o menor número de capturas desde 2003, ano em que o país recomeçou a caça à baleia. No verão passado, os baleeiros capturaram 17 destes cetáceos, um número também bastante inferior ao do ano anterior (46).

Segundo a agência de notícias Associated Press, uma das principais empresas baleeiras do país parou a caça às baleias-anãs cerca de um mês mais cedo do que é costume, devido ao alargamento de uma área marinha protegida. Graças a esta medida, os baleeiros têm agora de percorrer maiores distâncias para encontrarem as suas presas, o que, atualmente, não é economicamente viável.

“Precisamos de nos afastar muito mais da costa do que antes, por isso necessitamos de mais pessoal, o que aumenta os custos”, disse Gunnar Jonsson, da empresa baleeira IP-Utgerd Ltd, explicando que a sua empresa se iria agora focar em melhorar as embarcações para a temporada de caça do próximo ano.

A IFAW considerou o fim prematuro da temporada de caça “uma ótima notícia para as baleias-anãs e para a Islândia”, mas lembrou que “este ano, foi importada para a Islândia carne de baleia-anã da Noruega. Embora os baleeiros islandeses tenham parado as suas operações estão a considerar importar carne de baleia da Noruega”. A carne de baleia-anã é vendida na Islândia, mas a maioria é consumida por turistas.

Entretanto, as baleias-comuns (Balaenoptera physalus), classificadas pela UICN como “em perigo”, continuam a ser caçadas no país pela empresa Hvalur hf, sendo que a maioria das capturas é exportada para o Japão.

No mês passado, a Hvalur hf gerou uma onda de protestos quando alguns grupos de conservação marinha alegaram que a empresa tinha matado uma baleia-azul (Balaenoptera musculus), uma espécie em perigo de extinção. Contudo, descobriu-se mais tarde que se tratava de um híbrido entre uma baleia-comum e uma baleia-azul, que são possivelmente ainda mais raros do que estas últimas, mas que não têm leis a protegê-los.

Para além da Islândia, a Noruega continua a desafiar abertamente a moratória imposta pela Comissão Baleeira Internacional à caça comercial de baleias em 1986 e o Japão serve-se de uma lacuna legal que lhe permite continuar a caçar baleias para “fins científicos”.
Foto: Len2040/Flickr

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