A Disney anunciou que vai eliminar as palhinhas e outros artigos descartáveis de plástico dos seus espaços até meados de 2019.

castelo da Disneyland

A Walt Disney Company anunciou que vai eliminar as palhinhas de plástico (canudos, no Brasil) e as palhetas descartáveis para mexer o café dos seus espaços e propriedades até meados de 2019.

Esta medida abrange todos os parques temáticos da marca, com exceção da Disneyland de Tóquio, no Japão, e será responsável pela redução da utilização de mais de 175 milhões de palhinhas e 13 milhões de palhetas para o café por ano.

“A eliminação das palhinhas e outros itens de plástico é um passo significativo no nosso compromisso de longa data com a gestão ambiental”, disse Bob Chapek, presidente da unidade da Disney de Parques, Experiências e Produtos para o Consumidor. “Estes novos esforços globais ajudam a reduzir a nossa pegada ambiental e a levar por diante as nossas metas de sustentabilidade a longo-prazo.”

Nos hotéis e cruzeiros, a marca irá fazer, durante os próximos anos, uma transição para produtos reutilizáveis, uma medida que a empresa estima que reduzirá o consumo de plástico em 80%.

Para além disto, também está planeada a redução do número de sacos de plástico utilizados nos seus parques e cruzeiros, através da disponibilização de sacos reutilizáveis, e a eliminação dos copos de poliestireno.

O compromisso da Disney surge pouco tempo após a Starbucks ter anunciado que vai eliminar as palhinhas de plástico das suas mais de 28 mil lojas até 2020. Em junho, a McDonald’s também revelou que vai substituir as palhinhas de plástico por umas de papel nos seus restaurantes do Reino Unido e da Irlanda.

Palhinhas de plástico coloridas de muitas cores

“O anúncio [da Disney] vai além da redução dos resíduos de plástico de uso único. Também mostra a milhões de crianças e adultos em todo o mundo as muitas formas como podemos mudar os nossos hábitos diários para cuidarmos dos oceanos e protegermos a natureza que nos sustenta a todos”, disse M. Sanjayan, CEO da Conservation International, uma organização sem fins lucrativos com a qual a Disney tem colaborado em iniciativas ambientais.

O movimento anti-palhinhas tem sido criticado por algumas organizações de defesa dos direitos das pessoas portadoras de deficiência, que afirmam que as alternativas nem sempre se adequam às necessidades destas pessoas. As palhinhas de papel, por exemplo, podem ficar moles e desfazerem-se, o que é um problema para quem demora mais tempo a beber. As de metal, por outro lado, não costumam ser flexíveis, o que dificulta a sua utilização por parte de pessoas com problemas de mobilidade.

“Para nós, é extremamente importante atender às necessidades dos nossos visitantes com deficiências”, defendeu Stephanie Christine Corzett, representante da Walt Disney Company. “À medida que avançamos com esta iniciativa, estamos ativamente envolvidos nas discussões para a identificação e desenvolvimento de alternativas acessíveis para quem delas necessita.”

Subscrever a Newsletter

0 comentários. Diz-nos o que pensas

Obrigado pelo comentário! Respeite os outros leitores. Comentários ofensivos ou com linguagem imprópria serão eliminados.