Este novo núcleo é o 46º presente em Portugal e distingue-se por estar sediado no Mar Shopping, o primeiro centro comercial a acolher um centro de operações Re-Food.

Re-Food

A freguesia de Leça da Palmeira conta, desde meados de junho, com o apoio do movimento Re-Food. Trata-se de um grupo de voluntários que recolhe excedentes alimentares e depois os distribui por famílias carenciadas.

O núcleo de Leça da Palmeira é formado por 60 voluntários e 20 gestores que acreditam que a freguesia está “envelhecida” e “precisa de apoio”. Assim, a ajuda vai chegar, numa fase inicial, a cinco famílias. Este número deverá aumentar a médio prazo até chegar aos 20 agregados para já sinalizados. A longo prazo, “sabemos que serão mais”, avança a organização.

Mas como é que isto se faz na prática? É simples. Os voluntários fazem a recolha junto dos restaurantes, cafés ou supermercados que se tornaram parceiros do movimento. Depois, os excedentes são quantificados, catalogados e separados em função das famílias sinalizadas na sede do núcleo. O terceiro passo é o levantamento, a cargo das próprias famílias sinalizadas, num local e horário combinados. Neste processo, a organização sublinha que a privacidade das famílias é sempre assegurada.

Este novo núcleo é o 46º presente em Portugal e distingue-se por estar sediado no Mar Shopping, o primeiro centro comercial a acolher um centro de operações Re-Food. Em Matosinhos, este é o segundo núcleo presente. No Porto, já são seis.

O movimento Re-Food tem como objetivo “terminar simultaneamente com o desperdício alimentar e com as necessidades alimentares das comunidades locais”. Se tem duas horas livres por semana, pode tornar-se voluntário e ajudar na recolha e preparação dos alimentos. A inscrição é feita online.


Inauguração do núcleo da Re-Food

Bárbara Baltarejo

Bárbara Baltarejo é uma jovem de 20 anos, que está a terminar a licenciatura em Ciências da Comunicação, na vertente de Jornalismo pela Universidade do Porto. Sempre foi apaixonada por animais, mas há cerca de quatro anos decidiu tornar-se vegetariana e a partir daí, começou a descobrir mais sobre o ambiente e o mundo em que vive. Juntar a paixão pela escrita e a vontade de fazer passar a palavra sobre estas questões foi o que a fez juntar-se ao UniPlanet.


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