A Queima das Fitas do Porto vai contar, este ano, com um sistema de copos reutilizáveis.

Queima das Fitas Porto

A Queima das Fitas do Porto vai contar, em 2018, com um sistema de copos reutilizáveis. Por um euro, os consumidores recebem um copo que pode ser usado em todos os dias da Queima e ser devolvido por um reembolso de 50 cêntimos.

“Reduzir o número de copos de plástico produzidos e desperdiçados” é o objetivo da Federação Académica do Porto (FAP).

“Todas as barraquinhas vão ter os copos disponíveis para compra dos consumidores”, disse Abel Tiago, vice presidente da FAP. “Uma pessoa que vá todos os dias à Queima e que compre um copo no primeiro dia pode usá-lo todos os dias.”

As equipas de segurança irão permitir que se entre com estes copos no recinto.
Quem comprar o copo recebe também um token (uma ficha). Para ser reembolsado em 50 cêntimos terá de devolver o copo e o token nos postos específicos da FAP no recinto da Queima.

Por cada “4 ou 5 tokens” devolvidos (número ainda a definir) a FAP compromete-se a plantar uma árvore.

Segundo a FAP, “em 2017 foram usados cerca de 580 mil copos de cerveja e de bebidas brancas”. “Este ano vamos ter uma produção de 300 mil copos reutilizáveis”, explicou Abel Tiago, que pretende que o mesmo sistema seja implementado em eventos futuros da FAP.

A introdução desta nova medida surge depois da assinatura de um protocolo entre a FAP e a Câmara Municipal do Porto para uma Queima mais ecológica.

Uma outra medida passa pela substituição dos WC químicos em cabines por módulos ligados à rede de saneamento de forma a “reduzir a pegada ecológica no Queimódromo e aumentar o conforto dos participantes na Queima das Fitas”. Outra novidade é a substituição de toda a iluminação do recinto por luzes LED e a utilização de geradores “eco friendly“, de forma a rentabilizar os gastos com a energia.

João Videira, presidente da FAP apela também à compra dos bilhetes por via eletrónica “no sentido de reduzir a impressão de bilhetes e poupar algumas centenas de quilos de papel que são utilizados nos bilhetes comprados pelos participantes”.

A redução da poluição sonora é outro aspeto abordado no protocolo. “O sistema de som do palco e da tenda eletrónica é cada vez mais inovador e tende a estancar cada vez mais o som naqueles espaços”, revelou João Videira.

A FAP encontra-se a ultimar as propostas de candidatura ao programa “Selo Verde”, uma iniciativa do Ministério do Ambiente. O objetivo passa por receber financiamento que permita “implementar ainda mais medidas ecológicas na Queima das Fitas”, para além das já apresentadas este ano. “Temos algumas propostas que apenas podem ser implementadas se o projeto for aceite e se recebermos esse financiamento. Caso a candidatura não seja aceite vamos ter de nos adaptar de outra forma e mudar mais lentamente a Queima das Fitas”, contou.

FOTO: HENRIQUE VIEIRA MENDES

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