Nestlé Waters anunciou a venda do negócio da água no Brasil à Indaiá Minalba.

Água da Nestlé

A Nestlé confirmou, em março, a venda do seu negócio da água engarrafada no Brasil para o grupo brasileiro Edson Queiroz, que comprou as cinco fábricas responsáveis pela produção e engarrafamento, localizadas nas cidades de São Lourenço (MG), Perus (SP), Santa Bárbara (SP), Petrópolis (RJ) e Vale do Sol (RJ).

O Grupo Edson Queiroz recebeu a concessão a longo prazo para distribuir a marca Nestlé Pureza Vital, que continuará com o mesmo nome.
Segundo a empresa, a divisão da água mineral engarrafada no Brasil deixou de ser uma prioridade estratégica da Nestlé, que irá manter apenas o negócio das águas nos países onde tem uma posição de liderança.

O anúncio da venda dos negócios de exploração das águas da Nestlé Waters no Brasil ocorreu uma semana depois dos protestos na fábrica de São Lourenço. No dia 20 de março, um grupo de mulheres, que pertence ao Movimento Sem Terra, manifestou-se na fábrica no Sul de Minas contra a privatização das águas e acabou por provocar danos no interior das instalações.

Fábrica da Nestlé

Foto: Rogério Brasil/O Popular.net

A Nestlé tem sido alvo de críticas por parte de ONGs nacionais e internacionais, que a acusam de explorar acima da capacidade os mananciais da cidade de São Lourenço e de ter interesse na privatização da água no Brasil. Estas acusações fizeram com que durante o Fórum Mundial da Água (18 a 23 de março), realizado em Brasília, a Nestlé divulgasse um comunicado no qual negava ter interesse em privatizar o acesso às fontes de água na América do Sul. "No caso do Brasil, a Constituição diz que as águas subterrâneas são bens do Estado", escreveu a empresa relativamente ao Aquífero Guarani.

No dia 12 de abril de 2018, várias ONGs protestaram contra as atividades da Nestlé no setor de águas minerais durante a assembleia de acionistas da empresa.

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