Taiwan anunciou que planeia proibir o comércio doméstico de marfim até ao dia 1 de janeiro de 2020.



Taiwan anunciou que planeia proibir o comércio doméstico de marfim até 2020, no mesmo dia em que o governo britânico declarou que vai introduzir uma das proibições “mais rigorosas do mundo” sobre as vendas de marfim para proteger os elefantes africanos.

O Conselho Taiwanês de Agricultura propôs, no dia 3 de abril, algumas alterações à lei de Conservação da Vida Selvagem, que veriam o encerramento progressivo do restante mercado doméstico de marfim do país e a aplicação de penas pesadas a quem não cumprisse a lei.

Cerca de 20 mil elefantes africanos morrem às mãos dos caçadores furtivos todos os anos, para satisfazer a procura global de marfim.

“Este anúncio representa mais um passo em frente para a conservação dos elefantes africanos”, disse Joyce Wu, da organização conservacionista TRAFFIC.

Taiwan juntar-se-á, desta forma, a Hong Kong, que vai encerrar o seu comércio doméstico de marfim até 2021, e à China, cuja proibição, anunciada em dezembro de 2016, entrou em vigor em janeiro.

Toda a atenção deveria estar agora centrada no Japão, que continua a ter um comércio de marfim insuficientemente regulamentado, para que este comércio destrutivo passe a ser história”, disse Peter Knights, diretor executivo da organização WildAid. Outros países asiáticos que preocupam os conservacionistas pela sua inação são o Vietname, o Camboja, Laos, e Myanmar.

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