A Nova Zelândia anunciou que vai deixar de conceder novas licenças para a exploração offshore de petróleo e gás.

Nova Zelândia

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou, no dia 12 de abril, que o país vai deixar de conceder novas licenças para a exploração offshore de petróleo e gás.

“Temos sido líderes mundiais em questões críticas (…) ao sermos um país livre de armas nucleares e os primeiros a apoiar o sufrágio feminino”, disse a primeira-ministra. “Agora poderíamos ser líderes a nível mundial em matéria de emissões neutras de carbono. Devemo-lo às gerações futuras.”

Existem atualmente 31 licenças para a exploração de petróleo e gás no país, 22 das quais localizadas no mar. A indústria de petróleo e gás gera cerca de 2,5 mil milhões de dólares neozelandeses (cerca de 1,5 mil milhões de euros) por ano e emprega cerca de 11 mil pessoas.

O Governo neozelandês afirmou que a nova proibição não afetará as autorizações de exploração e prospeção já concedidas, que continuarão até 2046, o que significa que os empregos também serão mantidos.

A medida foi saudada com entusiasmo pelos ambientalistas. “Este é um enorme passo em frente para a Nova Zelândia e um momento marcante na transição para uma economia de energia limpa”, disse Livia Esterhazy, da WWF.

A oposição, contudo, criticou a decisão do Governo, acusando Jacinda Ardern de “vandalismo económico” que poderia colocar em risco milhares de empregos. A isto, a primeira-ministra respondeu que tinha sido concedido tempo suficiente à indústria para se ajustar às mudanças no sector.

“As transições têm de começar em algum lado e, a não ser que tomemos decisões agora que, essencialmente, só terão efeito daqui a 30 anos, corremos o risco de causar choques abruptos”, disse.

A Nova Zelândia junta-se assim ao Belize, que suspendeu por tempo indeterminado a exploração petrolífera nas suas águas para proteger o seu famoso recife de coral.

Esta não é a única medida adotada recentemente pelo país para o tornar mais verde e sustentável. O Governo neozelandês anunciou, no final do ano passado, que também pretende plantar 100 milhões de árvores por ano, assegurar que a rede elétrica funcione inteiramente a partir de energia renovável e investir mais em ciclovias e no transporte ferroviário.

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