O Governo aprovou a Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar.

Maçãs desperdiçadas

O Governo aprovou, no dia 5 de abril, a Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar (ENCDA), que pretende reduzir o desperdício alimentar para metade até 2030. Atualmente, o desperdício alimentar ronda o milhão de toneladas por ano.

A ENCDA estrutura-se em três pilares – prevenção, redução e monitorização –, tendo associado um Plano de Ação que prevê a implementação de 14 medidas que estimulam o aproveitamento de alimentos.

Uma dessas medidas é a criação de pontos de venda específicos para produtos em fim de prazo de validade dentro das grandes superfícies, pontos que sejam facilmente identificáveis pelos consumidores e onde sejam garantidas todas as condições de segurança alimentar. O Governo quer este sistema regulado até julho.

Até outubro deverá surgir um projeto-piloto de uma plataforma de doação de alimentos, que irá facilitar o contacto entre doares e beneficiários, para que o circuito de alimentos se possa estabelecer com eficácia, retirando do desperdício toneladas de alimentos, que deverão ser identificados por categorias.

"Este é um combate que se impõe a toda a sociedade e a cada um de nós", explicou Luís Capoulas Santos, Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

Outra das medidas é a criação de um selo distintivo para as empresas ou operadores que levem a cabo iniciativas pioneiras no combate ao desperdício alimentar.

O índice de desperdício alimentar vai igualmente integrar as estatísticas oficiais do país, a par dos índices de produção e consumo. Dentro de dois anos, deverá estar recolhida a informação necessária à criação de uma área com indicadores dedicados ao desperdício alimentar no portal do Instituto Nacional de Estatística.

Foto: Pauline E

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