A Escócia tornar-se-á o primeiro país europeu a proibir as palhinhas de plástico.



O Parlamento escocês proibiu o uso de palhinhas de plástico nos restaurantes, bares, cafés e cantina do seu edifício, tornando-se o primeiro parlamento do Reino Unido a tomar esta medida.

Quando solicitadas, serão disponibilizadas aos clientes alternativas biodegradáveis, como palhinhas de papel, evitando-se assim o uso de cerca de 4000 palhinhas de plástico por ano.

A secretária do Ambiente da Escócia, Roseanna Cunningham, disse ao jornal Sunday Mail que prevê o alargamento da proibição ao resto do país, possivelmente até ao final de 2019, e avisou os grandes produtores de palhinhas “de que precisam de começar a pensar em alternativas”.

Estamos empenhados em acabar com a cultura de usar e deitar fora na Escócia e estamos a refletir sobre como podemos reduzir o uso de artigos descartáveis, como as palhinhas de plástico”, declarou um porta-voz do governo escocês. Recentemente, o país também anunciou que vai proibir as cotonetes com haste de plástico.

“Existem, obviamente, várias questões legislativas, financeiras e de acessibilidade no que se refere a proibir as palhinhas de plástico. Contudo, é nossa intenção estar em condições de confirmar planos definitivos nos próximos meses”, explicou o porta-voz.


Palhinha de plástico presa na narina de uma tartaruga marinha

O problema da poluição causada por estes produtos descartáveis ganhou destaque no país depois de duas escolas primárias terem encontrado “milhares de palhinhas de plástico” numa praia de Loch Broom, durante uma viagem de estudo, e se terem unido para exigir mudanças.

O impacto destes tubinhos de plástico é mais sério do que se pensa. Os que vão parar ao mar, entre os oito milhões de toneladas de plástico que despejamos anualmente nos oceanos, podem provocar ferimentos aos animais. Para além disso, estes detritos também confundem as aves marinhas e outros animais, que os ingerem por assumirem que são comida.

Na Costa Rica, uma equipa de biólogos marinhos extraiu, em 2015, uma palhinha de 12 centímetros da narina de uma tartaruga marinha, onde o resíduo tinha ficado preso, como se pode ver na imagem acima.

Se o parlamento escocês o consegue fazer, espero que isto encoraje mais autarquias e outros órgãos públicos a fazer o mesmo. O parlamento pode estar no meio de Edimburgo, mas sabemos que o lixo plástico viaja muito”, disse a deputada escocesa Kate Forbes.

A câmara municipal de Glasgow e o Conselho das Hébridas Exteriores também já proibiram o uso de palhinhas de plástico nos seus edifícios. A câmara de Aberdeen e a das ilhas Órcades disseram que estão a considerar fazer o mesmo.

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