Soja, em Nome do Progresso

Soja, em Nome do Progresso

11 de Setembro, 2009 1

O documentário “Soja, Em Nome do Progre$$o” mostra o impacto sócio-ambiental da expansão da produção da soja na Amazónia.

“Uma ONG realizou uma pesquisa sobre quais seriam as ameaças para a Amazónia e só 5% dos entrevistados consideraram a soja como uma ameaça real”, diz uma das produtoras do documentário e assessora de comunicação da campanha Amazónia da Greenpeace, Tica Minami. A ideia para fazer o vídeo partiu da percepção de que as pessoas não fazem a ligação entre a soja e a desflorestação da Amazónia.

Esta nova fronteira agrícola impulsiona a desflorestação e a violência contra as comunidades locais. Os responsáveis por esta situação são multinacionais norte-americanas (como a Cargill que, construiu um porto ilegal nas margens do Rio Tapajós, em Santarém, no Pará, de onde exporta soja para a sua terminal em Liverpool, na Inglaterra. De lá, a soja vai para a produtora Sun Valley, propriedade da Cargill que, a utiliza para alimentar frangos para produzir os nuggets, vendidos pelo McDonald’s em toda a Europa).

Dessa forma, diz o produtor Nilo D’Avila, os produtores de soja compram as terras a preços irrisórios e expulsam a população do campo para as cidades, uma vez que estas empresas oferecem aos produtores crédito fácil e mercado garantido, incentivando a compra e a desflorestação de áreas na Amazónia.

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