Desde 31 de dezembro de 2017, o comércio de marfim na China passou a ser ilegal.



Desde 31 de dezembro de 2017, o comércio de marfim ou de produtos de marfim na China passou a ser ilegal. Todas as fábricas de transformação e estabelecimentos de venda registados no país serão encerrados, em conformidade com o anúncio feito no final de 2016.

“Podemos começar 2018 com esperanças de que os elefantes estarão em maior segurança agora que a China proibiu as vendas comerciais de marfim. Os preços desceram e os esforços desenvolvidos no sentido da aplicação da lei melhoraram consideravelmente em muitas partes de África e da Ásia”, disse Peter Knights, diretor executivo da organização de conservação WildAid.

A China – país que é considerado o maior consumidor de marfim, tanto legal como ilegal, do mundo – desempenha um papel crítico na morte anual de cerca de 30 000 elefantes africanos às mãos dos caçadores furtivos.

“A proibição do comércio doméstico de marfim do governo chinês transmite a mensagem de que a vida dos elefantes é mais importante do que a cultura de entalhamento de marfim”, declarou Gao Yufang, aluno de doutoramento de biologia de conservação da Universidade de Yale.

Segundo os meios de comunicação social públicos, o preço do marfim em bruto caiu 65% no último ano, tendo-se também verificado um declínio de 80% nas apreensões do marfim que entra no país.


Vídeo: Campanha de sensibilização da WildAid com a participação do famoso ex-jogador de basquetebol Yao Ming

Sessenta e sete fábricas e lojas oficiais de marfim já tinham sido encerradas em março de 2017 e as restantes 105 terão fechado portas no passado domingo.

“A partir de agora, se um comerciante disser ‘este é um vendedor de marfim aprovado pelo estado’ (…) estará a enganá-lo e a violar conscientemente a lei”, declarou o Ministério das Florestas.

A organização WWF disse-se “feliz por ver as portas do maior mercado de marfim do mundo fecharem”. “É crítico que os esforços para aplicar a proibição do comércio de marfim sejam acompanhados por esforços para mudar o comportamento dos consumidores de forma a reduzir a procura”, defendeu a vice-presidente da WWF, Ginette Hemley.

Na China, o marfim é visto como um símbolo de estatuto social e a sua procura é movida pelo desejo de ostentar riqueza.

A agência a cargo do controlo do cumprimento da nova proibição, a Administração Florestal do Estado, está a empreender uma campanha de sensibilização para assegurar que os cidadãos chineses têm conhecimento da lei. Com o apoio de diversas organizações, agências e celebridades, serão feitos posters, vídeos e artigos, a ser divulgados tanto nos meios de comunicação tradicionais como nas redes sociais, sensibilizando as pessoas para dizerem “não ao marfim” e protegerem os elefantes.

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