Para proteger os oceanos e os animais marinhos, o Museu de História Natural deixou de vender garrafas de água de plástico em Londres e em Tring.



O Museu de História Natural vai deixar de vender garrafas de água de plástico nas suas instalações em Londres e em Tring, para ajudar a “reduzir o dilúvio de plástico nos nossos oceanos”.

A instituição, que já tinha deixado de oferecer palhinhas de plástico nos seus cafés, irá promover o acesso dos visitantes a bebedouros e encorajar as pessoas a reutilizarem as suas garrafas e copos, em vez de comprarem produtos descartáveis.

A decisão do museu tem como pano de fundo a preocupação crescente dos cientistas e ambientalistas com o impacto dos resíduos plásticos nos oceanos.

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são despejadas no oceano e, a cada minuto, um milhão de garrafas de plástico são compradas no mundo – a maioria das quais acaba nos aterros ou no oceano.

“É vital que instituições científicas como o Museu assumam a liderança na luta para compreender e proteger o mundo natural”, disse Ian Owens, diretor de ciência do Museu. “A poluição de plástico está a ter um efeito devastador em muitas espécies marinhas e nos ecossistemas que sustentam a vida na Terra. Milhões de garrafas descartáveis de plástico são compradas todos os dias, só no Reino Unido, e milhares de milhões acabam no mar todos os anos.”

“Nós estamos a fazer a nossa parte para encorajar uma mudança coletiva de estilo de vida, que ajudará a reduzir o dilúvio de plástico nos nossos oceanos”, declarou.

Em 2014, um estudo realizado por cientistas do Museu de História Natural, em colaboração com a Universidade Royal Holloway de Londres, revelou a dimensão da poluição causada pelos plásticos no rio Tamisa e os níveis deste material nos estômagos dos peixes do rio.

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