Denver aprovou a proibição da ablação das unhas dos gatos, tornando-se a primeira cidade dos EUA, fora da Califórnia, a proibir a operação.

Gato

A Câmara Municipal de Denver votou unanimemente a favor da proibição da ablação das unhas dos gatos, tornando-a a primeira cidade norte-americana fora da Califórnia a proibir a operação cirúrgica. A nova norma prevê uma exceção para os casos em que a ablação das unhas é considerada necessária de um ponto de vista médico.

Kirsten Butler, técnica de veterinária, descreveu, durante a audição pública que teve lugar uma semana antes, a sensação de se ver um animal vivo a ser “mutilado à sua frente” como “estranha e desanimadora”.

Os cuidados após a operação – que envolve a amputação das falangetas dos felinos – são “igualmente desconfortáveis”, explicou. Os gatos sacodem as ligaduras cobertas de sangue que cobrem as suas patas, enquanto tentam suportar a dor e a desorientação resultantes de terem acordado sem as suas falanges distais.

Segundo um estudo publicado este ano na revista científica Journal of Feline Medicine and Surgery, a ablação das unhas dos gatos aumenta o risco de dor crónica ou persistente nos animais, o que acaba por se manifestar em comportamentos indesejados como a agressão e a urinação/defecação fora da caixa de areia.


“A decisão de remover as unhas a um gato é afetada por muitos fatores dos seres humanos e dos animais”, disse Casara Andre, veterinária. “A melhor forma de assegurar a defesa do bem-estar do animal e da sua família humana é através da informação dos donos sobre as alternativas à ablação das unhas, do treino apropriado dos gatos domésticos e de discussões bem informadas entre o dono do animal de companhia e o seu veterinário.”

Na Califórnia, oito cidades, incluindo Los Angeles e São Francisco, já proibiram este tipo de operação. As proibições também são comuns noutros países, incluindo a Austrália, Brasil, Israel, Japão e em grande parte da Europa.

Houve quem manifestasse a preocupação de que a medida pudesse acabar por resultar na devolução dos gatos às estruturas de acolhimento de animais, devido à incapacidade dos donos controlarem o seu comportamento.

No entanto, os apoiantes das proibições na Califórnia apontaram estatísticas relativas às suas cidades que não revelaram picos nas entregas de gatos ao cuidados dos abrigos.

“A nossa experiência na Califórnia foi muito interessante”, disse Jennifer Conrad, que impulsionou a primeira proibição nos EUA, há mais de uma década. “Descobrimos que houve uma diminuição no número de gatos entregues”, incluindo uma diminuição de 43% em Los Angeles.

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