Um livro e um filme a não perder!




Capa do livro
Persépolis é a autobiografia de Marjane Satrapi, uma menina que cresce em Teerão, no Irão, durante a Revolução Islâmica. Irreverente e rebelde, Marjane é filha de um casal de classe alta, com convicções marxistas e que está envolvido nos movimentos de resistência contra dois regimes políticos opressivos.

Em 1979, o Xá foi deposto, no Irão, mas a Revolução foi desviada do seu objetivo secular pelo Ayatollah e os seus mercenários fundamentalistas. O livro narra episódios brutais de perseguição, torturas, execuções e bombardeamentos, o momento em que as mulheres passam a ser obrigadas a usar véu, tudo do ponto de vista de uma criança. Conta também a história da sua passagem pela Áustria, durante a adolescência, o regresso ao Irão e a partida final para Paris.
Os momentos passados em casa, narrados com grande ternura, são fascinantes. A avó é, sem dúvida, uma das grandes personagens da história, mas para saber porquê tem de ler o livro.

Persépolis é um livro inteligente, divertido e comovente que transmite uma mensagem universal de liberdade e tolerância. Com ilustrações a preto e branco e textos com uma simplicidade infantil, Marjane consegue mudar totalmente a imagem que temos do Irão. É um daqueles livros que, quando acaba, ficamos com saudades das personagens.

Leia que vale a pena!

Biografia

Marjane Satrapi nasceu em Rasht, no Irão, em 1969, e atualmente vive em Paris. Estudou no liceu francês de Teerão, onde passou a sua infância. Bisneta de um imperador do país, teve uma educação que combinou a tradição da cultura persa com valores ocidentais e de esquerda. Aos 14 anos, partiu para a Áustria, e depois retornou ao Irão onde estudou belas-artes. Hoje em dia, é autora e ilustradora, tendo conquistado o reconhecimento mundial com Persépolis, obra que ganhou alguns dos mais prestigiados prémios deste género literário. As ilustrações de Marjane são publicadas em revistas e jornais de todo o mundo, incluindo o The New Yorker e o The New York Times.

Ao jornal Público, em 2004, Marjane contou que do Irão tinha saudades de "Tudo, tudo. A começar pelas montanhas que rodeiam Teerão. Mas do que sinto mais falta é do sentido de humor iraniano. As piadas que mais me fazem rir são as iranianas. O apocalipse pode acontecer no Irão que no dia a seguir há piadas acerca desse apocalipse. E as pessoas... têm uma generosidade que nunca, nunca vi em parte alguma do mundo".

Se preferir, pode assistir ao filme:


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