“Quero poder tomar banho com as roupas que me apetecer, onde me apetecer, quando me apetecer”, disse a argelina Halima.

Mulheres argelinas de biquíni

Na Argélia, o biquíni é autorizado. No entanto, embora neste país marcadamente muçulmano os argelinos tolerem que as mulheres ocidentais o usem, já não veem com bons olhos quando são as mulheres muçulmanas a fazê-lo.

Por esta razão, em julho deste ano, na praia de Annaba, no noroeste da costa mediterrânica argelina, surgiu o movimento a que se chamou "A revolta do biquíni", em resposta a uma campanha que criticava violentamente o uso de biquínis em espaços públicos e que denunciava esta prática por considerarem tratar-se de um ultraje aos valores da sociedade.

Cerca de 3000 pessoas aderiram ao movimento, que desafia os conservadores, e novos protestos foram organizados em agosto, sendo que alguns deles reuniram mais de 200 mulheres ao mesmo tempo.

Para evitarem a pressão social, muitas argelinas preferem frequentar praias privadas, muitas reservadas a mulheres e crianças, as quais têm um custo de entrada de 20€ por pessoa (mais de 70 reais). “Queremos poder ir tranquilamente às praias públicas e gratuitas”, disse a argelina Halima, de 32 anos, citada pelo ‘Le Parisien’.

Quero poder tomar banho com as roupas que me apetecer, onde me apetecer, quando me apetecer, afirmou.

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