Mulheres afegãs lançaram uma campanha nas redes sociais para serem chamadas pelos seus nomes.

Campanha nas redes sociais

Dezenas de mulheres afegãs lançaram nas redes sociais a campanha #WhereisMyName (Onde está meu nome?) que exige que sejam chamadas pelos seus nomes. No país, existe a tradição de não se pronunciar o nome de uma mulher em público, o que significa que fora de casa são tratadas como a esposa de x ou a mãe de x. O nome de uma mulher não aparece nos túmulos, nos convites de casamento e os nome das mães não aparecem nas certidões de nascimento.

Foi Laleh Osmany, uma jovem de Hérat, uma cidade no oeste do Afeganistão, que iniciou a campanha que exige que seja chamada pelo seu nome.

Tahmina Arian, uma jovem estudante de ciências políticas de 26 anos, explicou que a sua mãe nunca foi chamada pelo seu nome, mas sim como "tia", "irmã", "mãe" ou "esposa".

"Quero que as coisas mudem. Estou cansada de ver que no século XXI as pessoas vivem como se estivessem na Idade Média. É difícil, é doloroso. Se eu não agir, quem o fará? Tem de se começar por algum lado", afirmou.

“A nossa sociedade está cheia de injustiça em relação às mulheres, basicamente tudo é tabu para as mulheres”, disse a ativista Bahar Sohaili.


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