A autópsia do animal revelou que este tinha uma colher de plástico no aparelho digestivo.

Tubarão-baleia deu à costa morto

Um tubarão-baleia, com cerca de 5,5 metros de comprimento e quase 3,5 toneladas, deu à costa morto na praia do sul de Pamban, no estado indiano de Tamil Nadu.

Embora a causa da morte tenham sido as “lesões internas graves que sofreu quando bateu contra uma rocha ou uma embarcação grande”, durante a autópsia, as autoridades locais descobriram uma colher de plástico no seu aparelho digestivo. O animal, que se alimenta de plâncton e de pequenos peixes que filtra da água, terá sugado a colher enquanto se alimentava, explicaram as autoridades.

“É uma revelação implacável sobre a forma como os resíduos plásticos estão a entrar no ecossistema marinho”, declarou S. Sathish, membro da equipa que examinou o tubarão-baleia. “As espécies marinhas não conseguem distinguir entre um detrito de plástico flutuante e as suas presas. Devíamos evitar despejar resíduos plásticos no mar”, disse ao The Times of India.

Os tubarões-baleia foram classificados pela UICN como uma “espécie em perigo”, no ano passado. Nos últimos 75 anos, os seus números caíram mais de 50% globalmente. O facto de se moverem lentamente faz com que sejam mortos, recorrentemente, pelos propulsores dos barcos, para além de continuarem a ser pescados, propositada ou acidentalmente, em países como a China e o Omã.

Todos os anos, inúmeras espécies são vítimas da poluição de resíduos de plástico que assola os nossos oceanos. Quando os animais se deparam com os detritos a flutuar ou depositados no leito marinho – que podem ser garrafas, sacos, balões, cotonetes, redes de pesca, etc. – podem ingeri-los por os confundirem com comida.

O plástico que ingerem ao longo do tempo vai-se acumulando no seu aparelho digestivo. Daí podem resultar problemas como a obstrução intestinal, lesões nos órgãos internos, acumulação de químicos dos plásticos nos seus tecidos e a falsa saciedade que os pode levar a morrer à fome.

Anualmente, pelo menos oito milhões de toneladas de plástico vão parar aos oceanos. Se nada for feito e o atual ritmo se mantiver, até 2050, poderá existir mais plástico do que peixes, por peso, nos oceanos, avisam os conservacionistas.

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