O nascimento de uma ninhada de sete crias de lobo-mexicano, uma subespécie ameaçada, traz nova esperança às populações destes animais.

Duas das sete crias de uma ninhada de lobo-mexicano nascida no México

O nascimento de uma ninhada de sete crias de lobo-mexicano – uma subespécie rara e geneticamente distinta do lobo-cinzento – deixou todos surpresos e entusiasmados no Zoológico los Coyotes, na cidade do México.

“[Só] estávamos à espera de quatro ou cinco”, confessou Arturo Gayosso, diretor do jardim zoológico.

Se tudo correr bem, espera-se que as crias – cinco machos e duas fêmeas – possam, eventualmente, ser libertadas na natureza para ajudar as populações selvagens de lobos-mexicanos, uma subespécie classificada pela UICN como “ameaçada”.

Os números de lobos-mexicanos viram uma queda no princípio do séc. XX, à medida que as populações das suas pressas, como o veado e o uapiti, sofreram declínios e os lobos se viraram para o gado em busca de alimento, criando conflitos com os fazendeiros, segundo o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.

Pearl, a progenitora, com uma das suas crias
Pearl, a progenitora com uma das suas crias (AFP)

Atualmente, as crias pesam entre 6 e 7 kg e só tiveram contacto com os seres humanos uma vez, quando foram vacinadas.

A sua progenitora, Pearl, foi transferida para o zoo em dezembro e a sua relação com Yoltic, o progenitor, que nasceu no zoo e cujo nome significa “aquele que vive” em nauatle, mostrou-se promissora desde o início. Os dois lobos podiam ser vistos a correr e a brincar juntos.

“Isso disse-nos que seriam bons parceiros”, disse Arturo Gayosso à AFP.

Em agosto, especialistas da fauna selvagem dos Estados Unidos e do México vão reunir-se para comparar notas sobre as populações destes lobos em ambos os países e decidir se as sete crias poderão ser libertadas.

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