Investigadores descobriram uma nova espécie de esquilo-voador, a 45ª do mundo.

esquilo-voador

Investigadores norte-americanos descobriram uma nova espécie de esquilo-voador – a terceira da América do Norte e a 45ª do mundo. A nova espécie, designada de esquilo-voador-de-Humboldt ou Glaucomys oregonensis, foi descrita na revista científica Journal of Mammalogy.

“Durante 200 anos assumimos que só tínhamos uma espécie de esquilo-voador no noroeste – até que analisámos, pela primeira vez, o genoma nuclear, para além do ADN mitocondrial”, conta Jim Kenagy, coautor do estudo e professor da Universidade de Washington.

“Foi uma descoberta surpreendente”, comenta.

O esquilo-voador-de-Humboldt vive na costa do Pacífico da América do Norte, distribuindo-se por uma região que vai desde o sul da Colúmbia Britânica até às montanhas do sul da Califórnia.

Antes de Brian Arbogast, autor do estudo, ter decidido analisar a genética dos espécimes que se encontravam nas coleções do Museu de Burke de História Natural e Cultura, os biólogos acreditavam que estes esquilos pertenciam à espécie Glaucomys sabrinus ou esquilo-voador-do-norte.

Isto faz com que o esquilo-voador-de-Humboldt seja uma "espécie críptica" – uma espécie que costumava ser classificada como outra, devido ao facto de ambas serem morfologicamente semelhantes.

O novo estudo revelou ainda que o esquilo-voador-do-norte e o de Humboldt partilham algumas partes do seu território, o que, segundo os autores, abre a hipótese de que se venham a descobrir indícios de hibridação entre as duas espécies, em estudos futuros.

Os agora três esquilos-voadores da América Central e do Norte são animais noturnos, que vivem em habitats de floresta. Estes pequenos mamíferos planam de árvore em árvore, estendendo as suas membranas de pele cobertas de pelo, que vão desde o pulso do pata da frente ao tornozelo da pata traseira. A sua cauda ajuda-os a elevarem-se e a mudarem de direção.

As proezas de "voo" destes animais são impressionantes: são capazes de planar ao longo de uma distância de até 100 metros e de mudar de direção no ar, usando a sua cauda como leme e movendo os seus membros de forma a manipularem a forma e tensão das suas membranas.

Foto: Nick Kerhoulas


Vídeo: Como os esquilos-voadores planam

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