O Plastic Free July tem um desafio para si: durante o mês de julho, diga não aos plásticos descartáveis e proteja os oceanos.

Plásticos encontrados numa praia
Plástico encontrado numa praia

As garrafas, sacos e embalagens de plástico que usamos durante apenas alguns minutos são feitos de um material que foi concebido para durar uma eternidade.
Até 2050, haverá mais plástico no mar do que peixes (por peso) e 99% das aves marinhas terão pedaços deste material no seu aparelho digestivo.

Hoje em dia, o plástico está em todo o lado. “Só precisamos de olhar à nossa volta para o que nos rodeia – os nossos computadores têm plástico, os nossos sacos e os nossos copos também. Todas estas coisas podem vir a acabar no oceano”, explica a cientista Lucy Woodall.

O plástico não invadiu só os oceanos. Vários estudos têm revelado a sua presença em rios, lagos, solos agrícolas e na nossa comida. Os cientistas também admitem a possibilidade de estarmos a respirar microplásticos.
plásticos descartáveis

O desafio "julho sem plástico"

A iniciativa Plastic Free July (“julho sem plástico”) criou um desafio que tem como objetivo sensibilizar as pessoas para o problema da poluição de plástico no mar e encorajá-las a mudarem os seus hábitos de consumo, enquanto exploram alternativas mais sustentáveis.

O desafio é simples: durante o mês de julho, diga não aos plásticos descartáveis, como os sacos de compras, copos, talheres, palhas e embalagens de plástico. Resumindo, todos os produtos que tenham sido criados para serem utilizados uma vez e depois descartados.

Pode participar durante um dia, uma semana ou todo o mês. Se o desafio parecer demasiado difícil, experimente recusar apenas o top 4: sacos, garrafas, palhas e copos descartáveis de plástico.

Junte-se a mais de 60 000 pessoas, escolas e organizações de 130 países que já participaram e não se esqueça de convidar os seus amigos.

Plastic Free July

Porque deve participar

Todas as peças de plástico criadas, com exceção de uma pequena quantidade que foi incinerada, ainda existem algures no nosso planeta. Nos primeiros 10 anos deste século produziu-se mais plástico do que durante todo o último século.

O plástico que usamos “escapa” dos contentores e camiões de lixo, dos aterros e das ruas e, pela ação do vento e da chuva, vai parar às zonas costeiras e ao mar.

Segundo as Nações Unidas, cerca de um milhão de aves e cem mil mamíferos marinhos perdem as suas vidas, todos os anos, vítimas do plástico. Estes animais ficam presos ou ingerem os detritos, morrendo estrangulados, com lesões ou de fome.

Como reduzir o plástico que usa no seu dia-a-dia

Faça compras a granel ou avulso e leve os seus próprios sacos de tecido para as lojas. Pode pesar os legumes ou frutas em sacos de rede. Dê preferência aos produtos com embalagens de cartão ou vidro.

Diga não aos plásticos descartáveis, incluindo palhas, talheres, sacos, e pratos de plástico, entre outros. Substitua-os por artigos reutilizáveis, como sacos de tecido, garrafas reutilizáveis, pratos de bambu e palhas de vidro ou inox.

Não deite cotonetes na sanita e não compre produtos de limpeza ou cosméticos – como esfoliantes – que contenham micropartículas de plástico. Se quiser, também pode ler o nosso artigo sobre como reduzir a quantidade de microfibras de plástico que a sua roupa liberta, durante a lavagem, para o mar.

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3 comentários. Diz-nos o que pensas

  1. Este é um desafio maravilhoso, mas levantou-me uma questão. Como é que compram o papel higiénico? Não me lembro de alguma vez ver papel higiénico, fosse em quantidades pequenas, grandes ou industriais, que não estivesse envolvido em plástico..

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    1. Em alguns países, como por exemplo nos EUA, vendem-se rolos de papel higiénico individuais que vêm embrulhados em papel, mas em Portugal nunca vi à venda.
      Algo que podemos fazer é contactar as marcas, como a Renova, e perguntar se não poderiam vender os rolos de papel higiénico reciclado em embalagens que não fossem de plástico, uma vez que quantas mais pessoas pedirem melhor.

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    2. Pois, é uma boa pergunta. Acho muito complicado conseguir a 100%, é reduzir o máximo que conseguirmos.

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