O Brasil aprovou o uso comercial de cana-de-açúcar geneticamente modificada.

Cana-de-açúcar

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Brasil aprovou, no dia 8 de junho, o uso comercial de cana-de-açúcar geneticamente modificada, que será utilizada na produção de açúcar, álcool e biodiesel.

A planta foi modificada com a inserção de uma toxina capaz de combater a sua principal praga, a lagarta Diatraea saccharalis, mais conhecida como broca da cana.
O pedido foi feito pela empresa brasileira Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

Impacto na saúde e possível cruzamento com variedades selvagens


Segundo Valério De Patta Pillar, professor do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e integrante da CTNBio, que analisou os estudos apresentados pelo CTC, existem lacunas relativamente aos efeitos das toxinas da planta modificada nos animais e humanos que venham a consumir esta cana, e no que toca ao risco das novas espécies virem a prevalecer sobre as espécies silvestres a partir do cruzamento entre ambas.

"A empresa tem a obrigação de fazer essas pesquisas e de nos responder, entre outras coisas, quais são os agentes polinizadores. É só o vento? E se for, a quantos metros da planta ele carrega o pólen? Em vez disso, limita-se a afirmar que isso não tem importância quando é extremamente preocupante para o Ministério do Meio Ambiente", afirmou Rogério Magalhães investigador do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e ex-integrante da CTNBio.

Em novembro de 2015, os EUA aprovaram o salmão transgénico.

Em Portugal, a Plataforma Transgénicos Fora quer criar o rótulo “Sem OGM” estando a decorrer uma campanha de crowdfunding.

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