A Direção de Parques de Vancouver aprovou um regulamento que proíbe o cativeiro de baleias, golfinhos e botos no Aquário de Vancouver.



A Direção de Parques e Recriação de Vancouver aprovou um regulamento, com 6 votos a favor e um contra, que proíbe o cativeiro de baleias, golfinhos e botos no Aquário de Vancouver.

O regulamento entra em vigor imediatamente e impedirá o aquário de adquirir novos cetáceos. Os três cetáceos atualmente em exibição – uma falsa-orca, uma toninha-comum e um golfinho-de-laterais-brancas-do-Pacífico – permanecerão no aquário, mas não poderão ser usados em espetáculos.

Para Catherine Evans, comissária da Direção de Parques, a medida permitirá a Vancouver “recuperar-se do atraso”, no que toca ao tratamento ético dos animais.

“A questão não é apenas se o podemos fazer, mas também se o deveríamos fazer”, disse. “E, por isso, penso que, sim, podemos manter cetáceos em cativeiro… mas acho que chegámos ao ponto em que sabemos que não o deveríamos fazer, quando existem outras opções.”

A proibição não agradou a todos. A reunião foi acompanhada por centenas de manifestantes, que se juntaram na rua, em protesto contra a medida.



O presidente e diretor-executivo do aquário, John Nightingale, é outra das vozes a opor-se veemente à decisão da Direção de Parques, argumentando que levará à eutanásia dos animais resgatados que não podem ser devolvidos ao mar. “Não existem outros lares a longo-prazo ou opções para os cetáceos resgatados que não podem ser libertados de novo”, declarou.

No entanto, os membros da Direção de Parques refutaram a ideia de que a proibição impossibilitaria o aquário de reabilitar animais. Stuart MacKinnon, comissário que votou a favor da proibição, explicou que a medida significa que os cetáceos não poderão ser levados para o aquário, mas que poderão continuar a ser tratados no seu centro de recuperação.

“Se o centro de reabilitação de mamíferos marinhos vai ou não continuar a trabalhar com cetáceos é uma escolha inteiramente deles”, disse. “Decidir o que acontece nos nossos parques [contudo] cabe-nos a nós.”

A morte recente de duas belugas, progenitora e cria, no aquário, fez da instituição alvo de críticas. Segundo o cientista Jeff Matthews, já são mais de 40 as mortes de cetáceos na instituição, o que torna “cada vez mais difícil conciliar a imagem pública cuidadosamente construída pelo aquário como um líder mundial a cuidar de baleias e golfinhos com a sua crescente taxa de mortalidade”.

Mesmo no meio desta controvérsia, o Aquário de Vancouver tinha anunciado que planeava importar cinco novas belugas da SeaWorld para as suas instalações em Stanley Park.

Sarah Kirby-Yung, antiga porta-voz do aquário, também votou a favor da proibição. “No fim do dia, esta não é uma decisão política, é a decisão certa”, disse.

A proibição do cativeiro de cetáceos está a ser adotada por cada vez mais cidades e países. A França juntou-se a esta lista crescente em maio de 2017. Em 2016, a Califórnia proibiu os espetáculos e a criação de baleias-assassinas em cativeiro.

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