A França proibiu o cativeiro de todas as baleias, golfinhos e botos, exceto no caso das orcas e golfinhos que já se encontrem em aquários.



No sábado, o governo francês proibiu a reprodução em cativeiro de golfinhos e orcas. A nova legislação francesa proíbe ainda o cativeiro de todas as baleias, golfinhos e botos, exceto no caso das orcas e golfinhos-roazes que já se encontram em aquários e parques aquáticos.

A ministra francesa do ambiente, Ségolène Royal, tinha sancionado uma versão da legislação, na quarta-feira, mas decidiu, entretanto, que as normas precisavam de ser “mais radicais”, depois de ter descoberto que “alguns animais eram drogados” nos aquários, contou o ministério à agência de notícias AFP.

As novas normas exigem ainda “um aumento de, pelo menos, 150% nas piscinas para permitir aos animais viver em menor proximidade dos visitantes e dos outros animais” e proíbem a utilização de cloro no tratamento da água. O contacto direto entre os animais e o público passa a ser também proibido e as instituições dispõe de seis meses para obedecer às novas normas e de um prazo de três anos para aumentar o tamanho das piscinas.

A legislação não foi bem recebida pelos diretores do maior parque aquático da Europa, o Marineland Antibes, mas está a ser entusiasticamente saudada pelos grupos de conservação e de defesa dos direitos dos animais.

“Em termos simples, isto significa o fim dos programas de reprodução, troca e importação”, lê-se na declaração conjunta da Sea Shepherd e outras quatro organizações. “Sem a possibilidade de reposição, trata-se muito simplesmente do fim programado dos circos marinhos no nosso território.”

Em 2016, a Califórnia proibiu os espetáculos e a criação de baleias-assassinas em cativeiro.


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Comentários:

2 comentários. Diz-nos o que pensas

  1. Adorei a notícia, já não era sem tempo. Com sorte, num futuro próximo, já se poderá ir ao Parc Astérix (um dos parques aquáticos franceses que mais exploram animais). A ver se não voltam atrás com a lei.

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    1. Olá Mel,
      É uma excelente notícia! Esperemos que outros países europeus sigam o exemplo!
      Um abraço

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