Segundo o Comité Internacional de Resgate, as crianças refugiadas sírias no Líbano trabalham 10 horas por dia nas ruas, até 6 dias por semana.



Segundo o Comité Internacional de Resgate (IRC, na sigla inglesa), as crianças refugiadas sírias no Líbano trabalham 10 horas por dia nas ruas. Uma em cada quatro trabalha tanto de dia como de noite, até 6 dias por semana, e 60% são alvo de violência.

Têm, habitualmente, entre 6 e 10 anos e vendem CD’s, flores, pastilhas elásticas e lenços de papel ou têm de recorrer a pedir esmola nas ruas de Beirute ou de Trípoli.

“As crianças que trabalham nas ruas são o sinal mais visível da crise de refugiados sírios no Líbano”, disse Sara Sannouh do IRC, ao The Guardian. “Trabalhar na rua é extremamente difícil para as crianças, envolve longas horas extenuantes e rouba-as da possibilidade de desfrutarem de uma infância normal.”

Dos 1,1 milhões de refugiados sírios registados no Líbano, metade são crianças. Quase todas as 173 crianças entrevistadas pelo IRC chegaram ao Líbano entre 2012 e 2014, tendo já perdido vários anos escolares. De acordo com a Unicef, há 1500 crianças a trabalhar nas ruas do Líbano.

Muitos refugiados sírios têm tido dificuldade em renovar as suas autorizações de residência, desde que o país introduziu normas mais estritas, que incluem uma taxa de 180€. Isto, por sua vez, fez com que os pais, impossibilitados de trabalhar com medo de serem presos, dependessem cada vez mais do dinheiro ganho pelos seus filhos para garantir a sua sobrevivência.

Algumas das crianças que vivem em Beirute apanham autocarros até às zonas turísticas de Trípoli, onde conseguem ganhar mais dinheiro. De acordo com o IRC, os ganhos diários das crianças variam entre 5€ e 22€.

Através dos seus programas o IRC já ajudou 150 crianças a voltar à escola.

Foto: Criança refugiada da Síria | Reuters

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