O Supremo Tribunal da África do Sul rejeitou a proposta do governo para manter a proibição do comércio doméstico de chifre de rinoceronte.



O Supremo Tribunal da África do Sul rejeitou a proposta do governo para manter a proibição do comércio doméstico de chifre de rinoceronte.
Segundo um representante, as autoridades ainda estão a refletir sobre as implicações desta decisão, mas lembram que "são necessárias licenças para a compra e venda de chifres de rinoceronte”.

Existem cerca de 20 mil rinocerontes na África do Sul – cerca de 80% da população mundial. Um terço destes pertence a criadores privados, que apoiaram a decisão do tribunal por acreditarem que o comércio livre é a única arma contra a caça furtiva.

Para eles, os chifres cortados a rinocerontes vivos anestesiados são a melhor forma de satisfazer a crescente procura deste produto em países asiáticos, como a China e o Vietname, onde são vendidos como um afrodisíaco ou como a cura para o cancro e outras doenças. O chifre, que é principalmente composto por queratina, o mesmo componente das unhas e do cabelo humano, cresce de novo.

Na opinião dos criadores, este método previne a morte dos animais às mãos dos caçadores furtivos. Só no ano passado, a caça ilegal foi responsável pela morte de pelo menos 1054 rinocerontes no país.

A maioria dos conservacionistas, no entanto, discorda desta perspetiva. “Passou agora uma década desde o recrudescimento inicial da caça furtiva e a África do Sul ainda está a perder três rinocerontes por dia, disse um porta-voz da WWF ao The Guardian.

“Sem medidas de controlo comprovadas, não podemos garantir que o comércio legal não vá permitir o branqueamento dos chamados 'chifres de sangue' das nossas populações selvagens de rinocerontes. Acreditamos que os riscos são demasiado elevados, especialmente numa altura tão crítica para se salvaguardar o futuro dos rinocerontes selvagens.”

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