Taiwan é o primeiro país da Ásia a proibir tanto a venda como o consumo de carne de cão e gato.



Taiwan tornou-se o primeiro país da Ásia a proibir tanto a venda como o consumo de carne de cão e gato. Quem comprar, vender ou comer a carne destes animais poderá enfrentar multas que vão até aos 7700€. Da mesma forma, quem for acusado de maus-tratos a gatos e cães arriscar-se-á, com a nova legislação, a uma pena de 2 anos na prisão e a multas até 61 000€.

Desde a tomada de posse da presidente Tsai Ing-wen, conhecida defensora dos direitos dos animais, o país tem vindo a reforçar as legislações de proteção dos animais. Em 2016, o governo aprovou uma legislação que proibirá os testes de cosméticos em animais e, em fevereiro de 2017, entrou em vigor a lei que proíbe o abate de animais nos canis municipais.

O consumo de carne de cão nos países da Ásia oriental tem gerado protestos um pouco por todo o mundo. No cerne de muitos destes protestos, está o Festival anual de carne de cão de Yulin, na China, no qual cerca de 10 mil cães são mortos e comidos no espaço de 10 dias.



Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

Embora se estime que cerca de 30 milhões de cães sejam mortos anualmente na Ásia, a maioria dos habitantes destes países não come carne de cão ou de gato. Uma sondagem recente revelou que a maior parte dos sul-coreanos nunca provou esta carne e é contra o seu comércio. Segundo a Humane Society, a carne de cão só é consumida, com pouca frequência, por menos de 20% da população chinesa.

Em Hong Kong, o abate e venda de carne de cão e gato foi proibido, embora o seu consumo não tenha sido. A Coreia do Sul proibiu, em dezembro de 2016, o abate de cães no Mercado de Moran, o maior mercado de carne de cão do país, uma medida à qual os comerciantes do mercado têm resistido.

Adam Parascandola, da Humane Society, uma das organizações que tem lutado ativamente contra a indústria da carne de cão na Ásia, acredita que a decisão de Taiwan fará aumentar a pressão sobre outros países, como a China, a Índia, a Indonésia e a Coreia do Sul, para que sigam o seu exemplo. “Os ativistas na China continental vão dizer que, se Taiwan o pode fazer, então a China continental não tem razão para não o fazer também”, disse.

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