A China anunciou que planeia criar uma reserva natural para o panda gigante, de forma a fazer crescer a sua população selvagem.



Nos últimos meses, têm sido várias as boas notícias que nos chegam da China. Em março, o país aprovou os planos para a criação de um parque nacional de 14 500 km², que irá proteger o tigre-siberiano e o leopardo-de-Amur, dois dos grandes felinos mais ameaçados do mundo. Também em março, a China encerrou 67 fábricas e lojas de marfim. As restantes deverão fechar até ao final de 2017, altura em que entrará em vigor no país a proibição do comércio doméstico de marfim.

Agora, o país asiático anunciou que planeia criar uma reserva natural para um dos seus símbolos nacionais, o panda gigante, de forma a fazer crescer a população selvagem deste animal.

A reserva ocupará uma área de 27 134 km2, o que a torna três vezes maior do que o Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, e abrangerá 67 reservas já existentes de pandas. O objetivo é ligá-las para que os pandas se possam misturar e reproduzir, tornando o fundo genético mais rico. Para além dos pandas, espera-se que o novo parque venha a beneficiar 8000 animais e plantas ameaçados.

No ano passado, a UICN reclassificou o estatuto do panda de “ameaçado” para “vulnerável”, depois de a população deste animal ter crescido 17% entre 2004 e 2014. Atualmente, estima-se que vivam 1864 pandas gigantes na natureza. A China pretende que este número chegue aos 2000, até 2025.

“Será um refúgio para a biodiversidade e fornecerá proteção a todo o sistema ecológico”, disse Hou Rongi, diretor da Base de Investigação de Chengdu para a Criação do Panda Gigante.

“A experiência tem-nos dito o quanto um parque nacional pode fazer pelo ambiente e ecologia de um país”, disse David Wildt, do Instituto de biologia e conservação do Smithsonian, ao The Guardian. “Estou muito satisfeito por ver o avanço da China nos programas de criação e reintrodução de pandas. Mas chegou a altura de testar se estas medidas funcionam no novo sistema de parques nacionais.”

170 mil pessoas que vivem na província de Sichan, que será abrangida pelo parque, terão de ser transferidas e realojadas, apesar de muitas destas famílias viverem na região há várias gerações. Segundo as autoridades, esta medida pretende evitar que as atividades destes habitantes, como a colheita de bambu e a criação de gado, possam representar uma ameaça para os pandas.

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