Este vídeo expõe o mundo das jóias e das pedras preciosas, um mundo de preços arbitrários e abusos aos direitos humanos.



Este vídeo, da série “Se os anúncios fossem honestos”, expõe o mundo das jóias e das pedras preciosas – um mundo de preços arbitrários e de abusos aos direitos humanos.

“Deixe-me adivinhar: anda à procura de uma prenda para alguém especial? Aqui estão algumas pedras bonitas que encontrámos. Não têm qualquer utilidade e todas elas têm um preço exorbitante. Algumas vêm em formas diferentes e outras estão envoltas em metal.

Para as obter, fechamos os olhos ao trabalho infantil nas minas, financiamos diretamente práticas de exploração mineira insustentáveis em todo o mundo e, em alguns casos, compramos diretamente a senhores de guerra maníacos que usam esse dinheiro para comprar armas e matar os seus compatriotas.

Poderá pensar que o perigo envolvido é o que os torna tão caros, mas, na verdade, é só porque assim o decidimos. Há cofres cheios deles, mas só vendemos alguns por ano para manter os preços elevados, como um revendedor de bilhetes [que os revende a preços inflacionados], só que um destes bilhetes pode ser trocado pela experiência de se ir a um espetáculo ao vivo, ao passo que estas são pedras inerentemente sem valor.



Veja, por exemplo, esta: uma das minhas favoritas. Esta é da nossa coleção famosa ‘Pedras Brilhantes que Encontrámos’. Fará, de certeza, aquela pessoa especial pensar: «Uau! Está disposto a gastar demasiado dinheiro em algo que não devia custar assim tanto…! Isso é amor!» Para dizer a verdade e revelar tudo, isto é zircónia cúbica – parece igual mas não custa quase nada. Por isso usamo-la como modelo para exibição: tenho aqui uma amarela e uma em forma de quadrado – chamo a estas chiques, por isso podemos cobrar mais por elas.

É claro que, se está a tentar revestir um berbequim industrial, os diamantes verdadeiros funcionam melhor. De outra forma, o vidro é uma boa opção, mas, por favor, em vez disso compre diamantes porque são tão mais caros!”

Comprador: “E esta?”

“Isto não é uma jóia, é só uma pedra bonita. Não vale nada. Alan, deixa de colocar pedras na vitrine que não sejam as que decidimos arbitrariamente que valem muito dinheiro! É difícil encontrar empregados competentes, nestes dias em que se vendem pedras brilhantes, no centro comercial, a idiotas. Sem qualquer ofensa!...”

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