Dizer aos seus filhos para irem brincar lá para fora pode ser uma forma simples de zelar pelo futuro do nosso planeta, diz um estudo.



E se proteger a natureza fosse tão simples como dizer aos seus filhos para irem lá para fora brincar? Isto é o que sugere um novo estudo da Universidade de British Columbia (UBC). É provável, diz a sua autora, Catherine Broom, que as crianças que brincam ao ar livre se preocupem mais com a natureza em adultos do que as que não passam tempo no exterior.

Para o estudo, foram entrevistados estudantes universitários com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. 87% dos estudantes que tinham brincado ao ar livre enquanto crianças afirmaram que continuavam a nutrir afeto pela natureza depois de terem crescido. Destes, 84% disseram que cuidar do ambiente era uma prioridade.

“O desenvolvimento de experiências positivas na natureza, desde a infância, pode influenciar as nossas atitudes e comportamento em relação à natureza em adultos”, explica Catherine Broom, professora assistente na UBC. “O que descobrimos nesta investigação sugere que proporcionar experiências da infância positivas na natureza, como programas escolares ao ar livre, pode ajudar a desenvolver a preocupação para com o ambiente em adultos.”



"Amnésia ambiental geracional"

Peter Kahn, psicólogo da Universidade de Washington, vê com preocupação a ausência extrema de contacto com a natureza que se verifica nas vidas das crianças das grandes metrópoles, o que, na sua opinião, está a favorecer uma “amnésia ambiental geracional”.
“Se uma pessoa cresce habituada à sociedade de asfalto e ainda por cima herda um mundo com uma natureza muito mais degradada do que a da qual desfrutaram os seus antepassados, e mais inacessível, considera que isso é normal”, contou ao El Mundo. “É difícil preocupar-se em salvar a natureza quando não se interage com ela”, concluiu.

Catherine Broom acredita que as escolas e as atividades escolares deveriam unir experiências positivas na natureza à aprendizagem e à reflexão, que motivarão os alunos a participar na proteção do ambiente, por exemplo, ao reciclar, apagar as luzes e através do desenvolvimento de hábitos de consumo mais sustentáveis.

“Os alunos precisam de aprender e compreender conscientemente que as decisões que tomamos todos os dias, como o sítio onde compramos a nossa comida e a forma como usamos os recursos naturais da Terra, podem influenciar o nosso ambiente”, disse a investigadora.


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