Laurent Renaud é um artista francês que vive no Brasil, onde criou a Lolo Carton.



Laurent Renaud é um artista francês que vive no Brasil, onde criou a Lolo Carton. A sua matéria-prima é o cartão ou papelão com o qual cria móveis e objetos de decoração: sofás, estantes, mesas e luminárias – autênticas obras de arte!
O UniPlanet falou com Laurent Renaud, ou Lolo, para ficar a conhecer melhor o seu trabalho.


UniPlanet (UP): Como teve a ideia de criar móveis de papelão? Estava à espera que fosse um material tão versátil e que com ele conseguisse criar sofás, luminárias, estantes, mesas e outros objetos de decoração?

Estava na busca de um trabalho em ambiente de ateliê; nessa busca encontrei o papelão.
Na verdade não, foi uma surpresa incrível. O papelão não tem limites, é um material muito resistente que pode ser moldado sob qualquer forma.


UP: Ainda se lembra da primeira peça que criou? Como correu essa experiência?

Sim, foi um banco. Foi uma surpresa, principalmente pela possibilidade de moldar o papelão em curvas, algo muito difícil de se fazer com a madeira, por exemplo.




UP: O seu processo de criação começa nas ruas do Brasil, onde vai buscar o papelão. Pode contar-nos como decorre este processo?

O processo começa buscando o papelão, o ideal são chapas grandes e grossas, isso é um pré-requisito para a resistência. De acordo com o papelão que encontro é que as peças são criadas.

O papelão da rua é que dita a criação.

UP: Quanto tempo dura um dos seus móveis?

Muito tempo, tenho até hoje os meus primeiros móveis: o banco, uma cómoda que fiz para a minha mãe, uma cadeira infantil para a filha de uma grande amiga. E já lá vão quatro anos de uso.




UP: Quais são as maiores dificuldades que enfrenta na criação das suas peças e na divulgação do seu trabalho?

O espaço e o facto de ser tudo muito artesanal, todo o processo é manual. Contudo algumas etapas, tendo um bom espaço, podem ser feitas via computador. E isto limita a confeção de peças maiores.
Quanto à divulgação e interesse de compra o problema é que as pessoas ainda não despertaram para a necessidade de se reutilizar as coisas, de devolver ao ciclo algo que seria descartado, de gerar menos lixo e menos impacto ambiental. Trabalhar o papelão é também uma forma de reeducação do consumo e de mudança de paradigmas.

UP: Aprendeu as técnicas que utiliza para dar forma aos seus móveis no sul de França. Que artistas ou designers o inspiram?

Em primeiro lugar o meu professor, Schmulb, o movimento Bauhaus, Graypants e Chris Gilmore.




UP: Em que é que está a trabalhar de momento?

De momento, estou trabalhando para a realização de uma exposição no Rio de Janeiro e, num momento tão difícil para o país, quis fazer algo bem leve, com o tema da gíria popular de Good Vibes. Será de 4 a 19 de março no Parque das Ruínas, em Santa Teresa. E, em abril, um curso básico de 4 aulas na Fundição Progresso.


UP: Onde podemos encontrar os seus móveis à venda e mais informação sobre o seu trabalho?

Os móveis da exposição estarão à venda. Quem quiser pode visitar e reservar ou fazer uma encomenda. Também podem encontrar informação na página do Facebook, Instagram e no site da Lolo Carton.







Partilha:

Comentários:

0 comentários. Diz-nos o que pensas

Obrigado pelo comentário! Respeite os outros leitores. Comentários ofensivos ou com linguagem imprópria serão eliminados.