Várias organizações de toda a Europa uniram-se na campanha Living Land para pedir uma reforma da Política Agrícola Comum (PAC) da Europa.



Mais de 140 organizações de toda a Europa – do setor da alimentação, proteção do ambiente, saúde humana, bem-estar animal e da defesa dos consumidores – uniram-se na campanha Living Land, para pedir uma reforma da Política Agrícola Comum (PAC) da Europa. A Campanha Living Land é uma iniciativa da Birdlife Europa e Ásia central (representada pela SPEA em Portugal), do Gabinete Europeu do Ambiente e da WWF-Europa.
A campanha, de momento, apela a que o maior número de entidades se associem e mostrem o seu apoio enviando o seu logótipo, e que divulguem a campanha e respondam à consulta pública.

A Política da União Europeia para a agricultura tem tido efeitos devastadores no ambiente, destruindo a vida selvagem, prejudicando a saúde pública e provocando a falência de pequenos e médios agricultores, bem como das sociedades rurais.

“Com esta consulta pública sobre a PAC, há uma oportunidade única, em muitos anos, para dizer à Comissão Europeia que o sistema de agricultura e produção alimentar está obsoleto e que precisa de ser reformulado. Juntem-se à campanha Living Land e façam a vossa voz ser ouvida no debate da agricultura do futuro”, afirmou o representante da Birdlife Europa da Agricultura para a Europa e Ásia central, Trees Robijns.

Segundo Faustine Bas-Defossez, do Gabinete do Ambiente Europeu “a política europeia para a agricultura deve deixar de apoiar um modelo que é destruidor do ambiente. Quando a agricultura trabalha em harmonia com o ambiente e não contra ele, protegemos os recursos naturais dos quais dependemos e produzimos alimentos seguros para hoje e amanhã. Os que fingem proteger os interesses da comunidade dos agricultores, têm defendido uma agricultura que leva à destruição destes recursos, uma vez que o que nós produzimos e consumimos nos afeta a todos. É por isso tempo de ter um debate inclusivo sobre o futuro da PAC, que não seja dominado pelos interesses velados dos que estão estabelecidos no sistema”.

O representante da WWF Europa, Andreas Baumueller, refere ainda que a agricultura industrial está a esgotar os recursos naturais na Europa e a nível global. O sistema atual está a afetar a Natureza, pequenos e médios agricultores, a saúde das pessoas e a qualidade da nossa comida. Nós apelamos a um grande número de organizações, empresários e cidadãos para se associarem e dizer à Comissão Europeia que precisamos de uma mudança drástica, uma verdadeira reforma da agricultura.”

O Diretor da SPEA, Dr. Domingos Leitão, lembra que “a continuar com este sistema de produção, que beneficia as grandes propriedades, sem qualquer contrapartida e a agricultura intensiva sem quaisquer preocupações ambientais, as comunidades de aves dos ecossistemas agrícolas, a biodiversidade geral, a qualidade dos alimentos que nós comemos e a justiça social, vão continuar a diminuir e parte do mundo rural, tal como o conhecemos, desaparecerá. Isto terá repercussões na vida de todos nós.”

As organizações que já se juntaram à Living Land concordam que a nova política agrícola da UE deve ser:
  • Justa – para os agricultores e comunidades rurais;
  • Ambientalmente sustentável – para um ar e água mais limpos, solos saudáveis e comunidades de plantas e animais prósperas;
  • Saudável – pela boa comida e para o bem-estar das pessoas;
  • Globalmente responsável.

Foto: Queremos quintas amigas dos pássaros!
1ª Foto: És o que comes.

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