A Islândia vai submeter uma proposta de lei que prevê que as empresas tenham de provar que pagam o mesmo salário para trabalho igual.



A Islândia vai submeter uma proposta de lei, em março, que prevê que as empresas públicas e privadas com mais de 25 funcionários tenham de provar que pagam o mesmo salário para trabalho igual, independentemente do género, etnia, sexualidade ou nacionalidade.

A proposta de lei tem o apoio do governo e dos deputados da oposição e deverá ser aprovada. A Islândia quer erradicar a desigualdade salarial entre géneros até 2022.

"Salário igual é um direito humano", sublinhou Thorsteinn Viglundsson, ministro para a Igualdade e Assuntos Sociais islandês. "Precisamos de garantir que homens e mulheres têm oportunidades iguais no local de trabalho. É a nossa responsabilidade tomar todas as medidas necessárias para conquistar isto".

O Fórum Económico Mundial coloca a Islândia como o melhor país do mundo na igualdade de género; no entanto, as mulheres ainda ganham, entre 14 e 18% menos do que os homens. Em outubro, milhares de islandesas saíram do trabalho às 14:38 para se manifestarem junto ao parlamento contra a desigualdade salarial, uma vez que segundo cálculos dos grupos de defesa dos direitos das mulheres, a partir dessa hora as mulheres trabalham de graça.

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