Uma equipa de investigadores identificou sete leopardos “cor de morango” na África do Sul.



Uma equipa de investigadores identificou sete leopardos “morango” na África do Sul. Embora a maioria dos leopardos possua uma pelagem amarelada com manchas negras, os raríssimos leopardos “morango” são avermelhados com manchas castanhas claras.

Esta mutação, conhecida como eritrismo, é rara em leopardos e pensa-se que cause a sobreprodução de pigmentos vermelhos ou a subprodução de pigmentos negros nos animais. “Os relatos de leopardos com eritrismo são extremamente raros”, diz um estudo da Universidade de Reading e da organização Ingwe Leopard Research (ILR). “Não foram documentados relatos de leopardos selvagens com eritrismo até 2012, altura em que um macho foi fotografado.”



Entre os leopardos cor de morango que a equipa identificou está uma cria nascida durante os três anos do estudo. “As armadilhas fotográficas são a ferramenta chave para o nosso trabalho”, disse o diretor da ILR, William Fox, à Earth Touch News.

“Estamos atualmente a colaborar num estudo genético que esperamos que venha a responder à questão hereditária, mas o que podemos dizer é que [para que nasçam crias “morango”] são necessários dois leopardos portadores do gene recessivo.” O investigador suspeita que, nos próximos anos, se avistarão mais destes felinos, já que, habitualmente, os portadores não apresentam uma pelagem de cor diferente e que a população na área está a recuperar.


Fotos: Pirie et al./Ingwe Leopard Research

É sabido que a pelagem dos leopardos varia consoante a sua localização. Os exemplares em ambientes áridos costumam ser de cor pálida com manchas mais dispersas e abertas; os que vivem em florestas húmidas são normalmente mais escuros, com manchas em rosetas mais apertadas. Acredita-se que estas variações ocorram para os ajudar a camuflarem-se em habitats diferentes.

No caso dos leopardos selvagens cor de morango, os investigadores especulam que o comércio de vida selvagem possa estar por trás do seu surgimento e que alguns destes espécimes possam tratar-se de animais que escaparam de uma das nove fazendas de caça na África do Sul que fazem criação de leopardos em cativeiro. Outra teoria apontada é a de que a perda de habitat está a levar à consanguinidade.

No entanto, os cientistas avisam que as pelagens invulgares destes animais fazem com que sejam muito ambicionados pelos caçadores. “Sob licença da CITES, são abatidos em África, por ano, 2654 leopardos e todavia nós não sabemos quantos ainda há”, diz o investigador. “O que sabemos é que os números estão a sofrer um declínio significativo e que é necessário mais trabalho de investigação para se determinarem os números reais antes que seja tarde de mais.”


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