Entre 221 e 450 leopardos-das-neves são abatidos ilegalmente todos os anos, diz um relatório da TRAFFIC.



Centenas de leopardos-das-neves são abatidos ilegalmente todos os anos, nas remotas regiões montanhosas da China ao Tajiquistão, diz um relatório da rede de monitorização do comércio da vida selvagem, TRAFFIC. Os conservacionistas temem que isto vá ameaçar ainda mais a espécie, que se encontra na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da UICN.

Estima-se que tenham sido mortos entre 221 e 450 destes grandes felinos por ano (pelo menos 4 por semana), desde 2008, apesar das proibições decretadas nos doze países onde vivem. A TRAFFIC explica, no entanto, que existem muitas incertezas dada a inacessibilidade do habitat destes felinos.

Deste número estimado, cerca de metade foram abatidos por agricultores de forma a proteger as suas cabras, ovelhas e outros rebanhos. Muitas destas carcaças foram posteriormente vendidas – graças às suas valiosas peles, os preços podem chegar aos 9000€. Os outros leopardos foram vítimas de caçadores furtivos ou de armadilhas intencionadas para outros animais.

Nem tudo são más notícias. A TRAFFIC apontou, no seu estudo, alguns êxitos alcançados na proteção destes animais. Se em 2007 foram encontradas à venda 60 peles de leopardo na cidade chinesa de Linxia, em 2011 só foi descoberta uma.

A UICN estima que existam entre 4080 e 6590 leopardos-das-neves em todo o mundo. O comércio internacional destes animais está proibido desde 1975. Antes desta proibição, podia-se ler, por exemplo, num anúncio norte-americano de 1960 sobre um casaco de peles: “Indomado… O leopardo-das-neves, provocadoramente perigoso. Um assassino de homens. Nasce livre na alvura selvagem dos altos Himalaias só para ser capturado como parte da nova cativante coleção de peles”.

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