Um jardim no Caracol da Penha ou um parque de estacionamento em Lisboa? O seu voto pode ajudar a decidir.



O Movimento pelo Jardim do Caracol da Penha tem um sonho: um espaço verde-colorido e calmo no centro de Lisboa, um espaço aberto a todas as pessoas e sem carros. Uma pesquisa deste grupo verificou que Arroios e Penha de França estão entre as 5 freguesias de Lisboa com menos espaços verdes: têm menos de 1 metro quadrado de jardim por habitante. Já a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) pretende construir, neste espaço, um parque de estacionamento.

O UniPlanet falou com Rita Cruz do Movimento pelo Jardim do Caracol da Penha para perceber como podemos apoiar este projeto.


UniPlanet (UP): Podem contar-nos como surgiu o Movimento pelo Jardim do Caracol da Penha?

Olá! O Movimento surgiu da forma mais simples: uma pessoa teve a ideia de se criar um jardim num terreno abandonado que pertence à CML localizado em Arroios e Penha de França, que são duas das freguesias da cidade de Lisboa com menos espaço verde por habitante. Essa pessoa falou com amigos e vizinhos, marcou-se uma reunião e a coisa foi crescendo... A partir do momento em que o grupo delineou e montou uma estratégia de trabalho e de comunicação (revista e acertada dia a dia), tudo ocorreu naturalmente. E orgulhamo-nos muito que, na génese e na frente do nosso Movimento, exista verdadeira paridade: tantas mulheres quanto homens!


UP: Também nós podemos ajudar a que o jardim se torne uma realidade. O que podemos fazer?

Votar e divulgar! Para votar basta enviar um SMS grátis para o número 4310 com o texto 180. Só até ao próximo domingo, 20 de novembro!



UP: Os espaços verdes urbanos são vitais para assegurar uma boa qualidade de vida às comunidades. Que planos têm traçados para a requalificação deste jardim?

Os planos que existem são os delineados no projeto a votação no Orçamento Participativo (OP): a requalificação dos 10 000 m² de um espaço verde da CML para ser um jardim público sem circulação automóvel e com equipamentos como um campo de jogos/basquetebol exterior, mesas de ping-pong, um parque infantil, um quiosque, zonas de convívio e piquenique e um ou mais espaços hortícolas. Mas achamos que deveria existir um processo participado dentro do bairro que permita definir o tipo de jardim em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa, no projeto a executar. Há muitas pessoas que consideram que o jardim deve manter algumas características (espécies de árvores, por exemplo) da sua matriz de quinta de produção, por exemplo.
É importante sublinhar que este é o último espaço não construído desta zona da cidade e que é a única (e última...) oportunidade de se criar um jardim numa zona fortemente carenciada de espaços verdes.





UP: Para além da petição com 2600 assinaturas entregue na Assembleia Municipal de Lisboa, sentem que contam com o apoio dos moradores e dos comerciantes das duas freguesias?

Sim, escolhemos começar por trabalhar uma primeira base de apoio dentro do bairro, agregando os moradores, mas também as organizações: associações, escolas, lojas e comércios, instituições culturais, entre outros. São mais de 50 as organizações do bairro que apoiam o Movimento, uma plataforma de base essencial para a passagem da palavra, a geração de discussão, a recolha de assinaturas para a petição e o convite ao voto no OP! Tem sido fabulosa a reação da população local, muito melhor até do que esperávamos inicialmente. Não só o grupo inicial de pessoas que trabalham no Movimento se foi alargando sistematicamente, como temos sentido um forte encorajamento da população nas nossas ações na rua.


UP: Onde podemos encontrar mais informações sobre o Movimento pelo Jardim do Caracol da Penha?

Teremos todo o prazer em recebê-los em: www.caracoldapenha.info e no facebook.




Ilustração: Sérgio Condeço
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